De cara com a morte,

a minha

   Foi um dia bom, aquela terça. Bem cedo fiz vários exames de sangue, por ordem de meus filhos que são médicos. Eles julgavam que havia sinais que os tornavam necessários.

   O restante do dia passei na igreja fazendo aconselhamentos. Às 19 horas veio Melissa, o último encontro daquela terça.

   Me alegrei. Quando ela veio pela primeira vez no início do ano, ela queria morrer, só queria dormir, "não quero acordar mais", dizia ela.

   Tornara-se mãe aos dezesseis anos, "isto é algo que eu nunca quis. Nem sei como isto pode me acontecer!" Então veio o nascimento da criança, casamento, vida conjugal conturbada e dificuldades sem fim; veio o divórcio, lutas constantes, sem jamais conseguir emocionalmente tomar pé e entender o sentido da vida.

    No início do ano acontece um grave acidente enquanto ela dirigia, por culpa própria, simplesmente porque não conseguia mais manter a concentração, se perdia em pensamentos.

    A seguir veio ao meu gabinete. Em pouco tempo chegamos à raiz do problema, mas a reconstrução emocional tomou o ano todo. Hoje ela está bem, emocionalmente saudável, conseguiu o retorno à vida. "Melissa, você é para mim um presente especial no final deste ano. Em você vejo uma das constatações mais convincentes de que o aconselhamento pastoral faz efeito, que pessoas conseguem a transformação, que elas podem se reencontrar e descobrir o sentido de suas vidas. Você entrará em 2019 como uma nova Melissa. Descrevi corretamente o que aconteceu com você?"

    Ela sorri confiantemente como uma filha para o pai: "Sim, pastor, eu não imaginei que pudesse chegar a este ponto quando comecei a frequentar seu gabinete."

  "Tenho um pedido a você, Melissa. Estou saindo de férias. Prepare-se para dar os próximos passos por conta própria!"

  „Não, eu preciso do senhor!“

  „Você gosta de olhar nos meus olhos e se ver confirmada em suas decisões. Mas precisar não precisa mais de mim.”

   „Pastor, por favor, não me mande embora!“

   „Não, Melissa, não é isto que eu estava dizendo. Você sabe que tem muita gente na fila e você consegue andar agora por conta própria. Volte no início de 2019 mais algumas vezes, mas prepare-se interiormente para continuar sua caminhada de modo independente. Eu te passei isso já no início de nossos trabalhos. Eu não poderei estar a seu lado pelo resto da vida. Eu te acompanho por um tempo e então você continuará seu caminho sozinha, debaixo da orientação de nosso Senhor.

    Depois de mais algumas palavras amáveis, nos despedimos.

   Indo pra casa tenho a sensação agradável de ter vivenciado um dia significativo. Enquanto subo com o elevador sinto repentinamente uma pressão no peito. „Deve ser fome. Tomara!“ Vou pra cozinha e coloco alguma coisa sobre o fogo. A pressão aumenta. „Irmgard, eu sinto uma pressão no peito!“ Minha esposa:„Ligue pra Corina!“Até eu pegar no telefone a dor dobrou. „Filha, estou sentindo uma pressão no peito, está doendo.“ Não terminei de falar quando ouço palavras que não admitem recusa:„Pai, vamos o mais rápido possível para o hospital.“ A dor aumentou tanto que eu mesmo já não me oponho à ideia.

   Mais tarde fui saber que a seguir ela ligou para seu marido que estava visitando a avó: „José, rápido, meu pai está enfartando. Pode ser uma questão de segundos. Corre pro prédio dele, eu venho também e precisamos chegar o mais rápido possível no hospital!

   Nosso genro visitava a Vó Juvier, uma matriarca com grande influência sobre toda família, que incluiu a Irmgard e a mim em sua família para que nós não nos sentíssemos tão sós aqui em Londrina.

   Quando a Vó Juvier ouviu a notícia juntou as pessoas da casa e enquanto seu neto corria para junto de mim, se pôs de joelhos clamando a Deus por minha vida.

   A minha esposa desce no elevador comigo. Eu já não percebo mais tudo o que acontece, tão forte é a dor no meu peito. Não penso mais frases completas, os pensamentos se atropelam confusos. São, na verdade, fiapos de pensamentos, sentimentos cruzados, palavras interminadas:

   "É assim que é o fim? Perceberei quando meu coração se rasgar? Perderei antes os sentidos?"

   O genro chega num instante. Mas então demora demais com a viagem até o hospital. Dores, mais uma curva; pressão no peito e de novo um farol vermelho. Não digo nada, porque sei que ele está fazendo o melhor que pode.

   Quando embarcamos, a filha, muito determinada, exige que eu coloque o cinto de segurança. Obedeço."Por quê? Será que isto é tão importante agora? O cinto está comprimindo o meu peito!" Ela pensa: "Se o pai tiver uma parada cardíaca, eu não quero que ele tombe para frente! Já reanimei muitos pacientes, mas não num carro tão apertado! Deus, nos ajude! Parece que o pai está querendo fugir de alguma coisa. E eu aqui sentada atrás dele tendo que assistir a isso sem poder fazer nada."

   Finalmente chegamos. Ela entra correndo comigo no Pronto Socorro do Hospital Evangélico de Londrina. Pacientes sentados esperando ser atendidos. Ela passa pelo porteiro sem perguntar, me arrastando com ela. De repente surge uma secretária, quer que eu preencha um questionário, quer medir a pressão. „Um moribundo preenchendo questionário", penso eu. Isto é ridículo, mas sou incapaz de me defender. Então ela parece compreender que isto não faz sentido e me conduz para a sala de pronto-socorro.

  "O senhor pode sentar-se nesta poltrona!" É uma sala grande. A Corina precisa cumprir ainda algumas formalidades, mas não espera um médico aparecer, sai ela mesma à procura de um. Por isso me deixa sozinho na sala. Sei disso, mas isto não muda nada em minha sensação de abandono.

   Olho para a roda de pacientes ali sentados, vejo alguns mexendo em seus celulares, outros contando causos para vizinhos. Percebo que eu já não estou mais aqui, isto não é mais o meu mundo. A dor se intensifica, os músculos se contraem, sinto um formigamento, uma perda de sensibilidade. Enfermeiras e médicos correm pra cá e pra lá, mas ninguém me vê.

   "E se eu me deitasse no chão?", penso, "tem espaço. Melhor não, não quero fazer escândalo. Talvez alivie a minha dor! Vou tentar me controlar mais um pouco."

   Vem a minha mente a palavra „angústia“, uma dor tão grande, que todo o resto perde o sentido; uma dor que abarca toda a minha existência. Tenho a sensação de que a minha vida está por um fio. Nunca estive conscientemente tão à beira da vida, assim que eu tivesse clareza de estar, agora mesmo, a um passo da eternidade.

   Deslizo repetidas vezes a mão por meu rosto. Lembro que meu pai também fez isso quando a morte se avizinhou. Como se ele tentasse afastar com isso a indesejada. "Não, comigo, é diferente. É a pressão no meu peito. E a dor. Eu não estou sabendo o que fazer, por isso eu passo a mão em meu rosto. Será? Ou é realmente a morte se aproximando e eu tentando afastá-la ao passar a mão em meu rosto?"

   Olho para os vários cantos da sala, para detectar a chegada de alguém que me ajude. Minha visão se embaralha, as imagens se sobrepõem, não consigo mais captar por inteiro o que acontece.

   Aliviado percebo o Tio Agnelo atravessando a sala. Ele é filho da Vó Juvier e médico neste hospital. Eu o chamo. Ao menos um conhecido para ficar ao meu lado em meio à angústia. A solidão duplica a dor, a proximidade de uma pessoa querida a alivia.

   Em seguida vejo um homem pequeno à minha frente, minha filha logo atrás. Ele parece me estender alguma coisa. Não consigo entender bem o que está acontecendo. Ouço as palavras: „Ponha este comprimido debaixo de sua língua. Cuide, porque ele é bem pequeno!“ Consigo executar a ação.

   O médico me pede que eu ponha o meu braço sobre o seu ombro e o acompanhe. Me admiro que minhas pernas me obedecem. Logo chegamos: „O senhor pode se deitar sobre esta maca!

  A dor, a pressão em meu peito. Lembro do Christian, meu sobrinho, que num domingo de tarde experimentou algo semelhante. Chegando ao hospital pediu a sua esposa: "Natália, apresse o médico, o tempo está acabando." E então ele se foi, para sempre, com vinte e seis anos. „Querido Christian, Deus já te convocou para ir receber o seu tio?

   Prezado leitor, permita-me fazer uma pausa! O que acontece na passagem entre vida e morte? Quais pensamentos ainda são possíveis? É possível ainda tomar decisões? Ou será que a gente morre do jeito que viveu?

   Minha vida está voltada para Deus e por isso, apesar da angústia e da dor, eu não negocio com Deus, não gasto nenhum pensamento em permanecer mais um minuto sobre a terra. Posteriormente eu constato o quanto eu estava disposto a atravessar a fronteira: "Sim, pai, eu vou, eu vou com prazer." Apesar das dores, porque meu coração parecia parar, e eu experimentar uma pressão assustadora, como se meu peito fosse explodir, minha alma estava em paz. Serenidade reinava dentro de mim, não havia medo.

   Eu sei, toda morte é pessoal. O passo para a eternidade é singular e único. E na verdade indescritível. Talvez fosse melhor que eu mantivesse tudo para mim, considerasse como uma experiência pessoal, um segredo meu. Porque não consigo descrever com exatidão aqueles momentos, a pressão no peito, a sensação de angústia me envolvendo por completo. Faltam-me palavras. O que está claro é que no final de um belo dia, sem aviso prévio, repentinamente me vi atirado próximo à fronteira da eternidade. Em minutos. Repentinamente pousou sobre mim o manto da morte.

    Agora, quando escrevo já se passaram cinco dias, mas o manto de morte, talvez eu devesse chamá-lo de manto da eternidade, ainda não se foi, como mais tarde se evidenciará mais uma vez.

    "Como o senhor está se sentindo", pergunta o médico. Ligaram diferentes aparelhos em meu corpo. Meus pensamentos voam como fragmentos em minha cabeça. Eu tento reagir às pessoas próximas a mim, mas tenho a sensação de não fazer mais parte plenamente deste contexto de vida. "Eu acho que estou sentindo alívio", respondo.

    Percebo que a filha está conversando com os médicos, mas a minha alma está focada na partida: "Pai, abençoa os meus netos", eu os cito um a um, "Pai, que eles reconheçam a Ti". Eu abençôo os meus filhos, meu genro, minha nora e minha esposa. Na fronteira com a morte o círculo de pessoas fica bem limitado. Muitas pessoas foram relevantes ao longo de minha vida, mas neste momento, no último, a atenção se volta para poucas.

    A dor realmente cedeu. Será que é a pausa antes da tempestade, da luta final?

    Fizeram um eletrocardiograma e constataram que não houve infarto. "Me acompanhe para uma sala de observação, onde o senhor passará a noite." Deito-me sobre uma maca dura, estendem-me um cobertor fino. As dores passaram. Continuo calmo e sereno.

   "Filha, vá pra casa! Chega de agitação para hoje! Você precisa trabalhar amanhã. Eu te ligo se precisar. Por favor!

    "De jeito nenhum, pai. Isso é comigo. Agora eu sei melhor o que é certo fazer. Deixe isso por minha conta!"

    Ela vai permanecer esta noite longa ao meu lado sobre uma poltrona. A sala é muito agitada. Médicos e enfermeiras entram e saem sem parar. Ao lado, uma senhora idosa geme ininterruptamente, fala palavras desconexas. Não consigo dormir. Olho para o relógio na parede, são cinco pra uma. Depois de muito tempo vejo que o relógio andou só poucos minutos. O tempo não passa.

   "Corina, se eu morrer, então ..." Eu passo instruções para ela. Ela felizmente é tão madura que me permite falar sobre temas que neste momento são relevantes para mim. Me deixa falar sobre a morte, que me envolveu por completo.

   O tempo não quer passar. Esqueço o relógio. A mulher ao lado se acalmou. Desligam algumas das luzes do ambiente. Entro em estado de sonolência, adormeço. Repentinamente ouço a filha falando com o médico sobre o que fazer para descobrir o que aconteceu comigo. São cinco da manhã. Decidem que será feito um cateterismo. Para isso serei internado na UTI.

   Antes que a Corina se vá, olho ainda as mensagens do whatsapp porque não se pode entrar com celulares ali.

   Surpreso vejo a pergunta da Melissa: "Pastor, o que foi aquilo ontem à noite? Despedida?"

   Quem vem para aconselhamento obtém resultado melhor quando entra em sintonia com o conselheiro. Não só o conselheiro olha para dentro da alma do aconselhando, como também este identifica muita coisa na alma do conselheiro além das palavras.

   Só Deus sabe como ela, bem quando a dor explodiu em meu peito, bem neste momento, conferi isso no whatsapp, ela me enviou esta pergunta tão surpreendente.

   Semelhantemente como minha filha que após poucas palavras imediatamente soube que algo incomum estava ocorrendo e tomou a decisão acertada.

   Sorrindo lhe respondo:"Querida Melissa, logo após o nosso encontro eu fui internado, com algum problema no meu coração. Agora estão me levando pra UTI. Mas você aprendeu neste ano a manter a paz em meio à tempestade. Dentro de mim há serenidade. Permita que Deus te conceda paz celestial e ande pelo caminho que você aprendeu a andar!"

   Na UTI estão oito pacientes, trabalham cinco enfermeiras, outros servidores vão e vem. Luzes iluminam o ambiente ininterruptamente. Ali não se descansa. Tenho um livro comigo. Meus pensamentos, no entanto, querem a toda hora fugir.

   Na quinta cedo chega a hora de fazer o cateterismo. Encontro mais tarde na internet a seguinte explicação:

   „O acontece num exame de cateterismo no coração?

   Um exame de cateterismo no coração pode tornar visível no monitor uma doença do coração, das válvulas cardíacas.

  O cateter para coração é um tubo bem fino e flexível, que durante um exame sob controle de raio x é empurrado por um vaso sanguíneo até o coração.“

https://www.gesundheitsinformation.de/was-passiert-bei-einer-herzkatheter-untersuchung.2958.de.html

   Milhares de procedimentos desses são realizados diariamente, certamente sem perigo algum. Mas eu não me sinto bem, ao pensar no que vai acontecer em mim. O médico tenta conversar comigo, mas eu permaneço reticente. Não me sinto bem em levar conversas. Ele me explica o que acontecerá agora, como ele fará uma abertura num vaso sanguíneo do punho da mão direita e como irá com um tubo extremamente fino caminhar através dos vasos até o meu coração. Ele não faz ideia o tamanho da repulsa que sinto. Mantenho os olhos fechados, não quero ver nada.

   "Eu acho que isso vai dar em nada," diz ele, indicando que se deveria procurar a resposta para meu problema em algum outro lugar.

   De repente sou surpreendido por uma voz: „Pai, eu estou com você.“ Parece que não vou segurar as lágrimas. Estou fragilizado pelos acontecimentos desses dias, estou muito sensível. Me impressiono como a voz amada da filha pode ter um efeito tão consolador, que estou tão tocado por saber da sua proximidade.

   Então ouço o médico dizer: "Chegamos ao coração." Não sinto nada. Então ele diz: "Não se assuste! O seu coração vai dar uma batida mais forte." Neste instante sinto a batida anunciada. Eu sei que tudo isso é normal, mas não me sinto bem com isso. Espero que acabe logo.

   "Ah, é isso. Achamos a explicação para o seu problema. O senhor tem uma falha de nascença em seu coração" (Ponte miocárdica). Ele tenta continuar a me explicar como é a falha. Eu não quero ouvir e digo: "Por favor, explique para minha filha! Isto basta."

   Pronto. Acabou. Finalmente! Sou levado para um quarto particular. A minha esposa está me esperando ali. Ela me trouxe um presente: fotografias da netinha de oito meses se deliciando com um sabugo de milho. Isto é bálsamo para a alma do vovô. A Irmgard fica algumas horas. Sua presença me acalma. Então ela vai. Fico sozinho no quarto. Silêncio, agradável solitude. Tento ler e ouvir notícias. Percebo que a minha alma ainda não retornou, ela resiste em voltar ao cotidiano, “como se nada tivesse acontecido”.

   Na manhã seguinte vem o médico para me dar alta. É sexta-feira. Amanhã preciso publicar uma nova edição do portal Menonitas no Brasil. Tento me concentrar no trabalho, mas meus pensamentos estão dispersivos. Cometo erros. Alguns eu percebo e corrijo, outros passam despercebidos. Leitores me escrevem, faço as devidas correções.

   A minha filha Corina e seu marido José foram muito cuidadosos em suas conversas quando os meninos estavam por perto. Eles souberam apenas que o vovô fora levado ao hospital. Mesmo assim as crianças captam que algo excepcional está ocorrendo.

   Matheus, de 6 anos, sonha em duas noites que o vovô morreu. Em um dos sonhos o vovô alcançou 100 anos, um número redondo e completo, uma idade adequada para encerrar a vida. Sua alma o está preparando para este acontecimento.

   Marcos, com 4 anos, acompanha a mãe na visita, após o meu retorno. Ele me olha como quem não quer contato comigo, como se identificasse algo estranho em mim, algo assustador. Não quer me tocar nem ser tocado por mim. Vê os diversos curativos em meus braços e se afasta. Ele toma a vovó pela mão e vai brincar com ela de médico-paciente. Ele faz vários procedimentos nela e daí declara: „Agora você está curada!

   No sábado de tarde, Melissa manda uma pergunta no whatsapp: "Pastor, como vai? Estou orando pelo senhor!"

   "Estou em viagem de retorno, querida. Estou vindo da fronteira com a eternidade. Desta vez, eu perderei o natal melhor. O do outro lado."

   É fato conhecido que o precipício tem por vezes um poder de atração muito grande. Será que é isto que está acontecendo comigo?

     Udo Siemens

Esta foto foi feita recentemente pela Irmgard numa excursão recente.
Poderia ter sido a última.
Sugestiva e adequada, não é?
Envelhecer significa olhar para longe, para além das montanhas da vida, procurando alcançar a eternidade com seu olhar. Sereno e sem medo, pois no mais tardar, agora se deveria ter compreendido os fundamentos da vida, o sentido dela e estar pronto para dar o último passo.
Rebeca, neta: Fim e princípio, dois opostos que se atraem.
Fico sempre admirado quando crianças pequenas conseguem gostar de um avô que está envelhecendo.
Que o avô se encanta com a vida que surge certamente é óbvio.
Na foto à direita: a nora Carolina, filho Tobias, genro José e a filha Corina.

Reações de leitores ao texto "De cara com a morte, a minha"

Um pastor:

"Li o seu relato na edição de ontem. 
Fiquei comovido.
Admirei a associação da experiência com a mulher em aconselhamento.
Observa-se o amor do Pai para com você porque você saiu temperado da experiência.
Também quero ser temperado por Ele."

Um missionário escreve:

Que preciosidade!!! Eu chamaria de "almagrafia". Muito obrigado por compartilhar! Ao ler fica perceptível a proximidade da eternidade. Emocionante e verdadeiramente profundo.
Me ajuda nas minhas reflexões.

Uma aconselhanda:

"Senti ciúmes da Melissa,

orgulho e admiração pela descrição,

dor com a sua dor,

amor por vc

e agradecimento por vc estar aqui. 
Eu te carregaria no colo se preciso.
Fique bem!
Amei ler seu texto e quero continuar lendo."

Outra aconselhanda:

Li sua mensagem a respeito do infarto. Li várias vezes. A primeira vez me emocionei. O relato é tão real que entrei na leitura e me vi vivendo a sua situação.
Angustiante.
Não estou preparada para este momento.
Tenho muito a perdoar.