Aconselhamento

 

Como é o autismo em meninas?


Meninas mascaram os sintomas quando estão no consultório médico e na convivência diária, o que atrapalha o diagnóstico, ela têm manifestações mais leves, que afetam o cotidiano, e podem até ser confundidas com timidez ou problemas de adaptação.

Além da falta de contato visual, uma das características mais chamativas é o atraso para começar a falar. Outro fator comum é a falta de atenção compartilhada, quando a pequena não divide com os pais as coisas de seu interesse.
Uma importante pesquisa, diz que o autismo em meninas pode ser manifestado de forma distinta em relação aos meninos. Veja alguns detalhes que evidenciam essa diferença acerca das características observadas:

* As meninas se comunicam melhor com seus interlocutores;
* As pacientes estabelecem uma interação social mais eficiente;
* As garotas apresentam menos prejuízo intelectual;
* O autismo em meninas prejudica a realização de tarefas básicas do cotidiano (vestir-se, escovar os dentes, etc.).

Por que o diagnóstico em meninas é tardio?
Como elas conseguem desenvolver suas habilidades sociais de maneira mais efetiva que os meninos, é comum que pais e mães demorem em levar o caso de suas filhas para especialistas. As meninas estabelecem amizades e demonstram menos prejuízo nas funções cognitivas, muitas vezes a possibilidade do autismo é deixada de lado e se é dado diagnósticos como TOC, TAG (transtorno de ansiedade generalizada) e TDAH.

Boa parte das meninas que convive com o TEA pode ter o diagnóstico prejudicado porque os adultos tendem a pensar que algumas das características apresentadas pelas garotas são simplesmente um caso de timidez.

A principal razão para essa dificuldade na identificação dos sintomas nas meninas está no simples fato de que os critérios de avaliação foram feitos com base em padrões essencialmente masculinos. Meninas autistas, diferente dos meninos, tendem a direcionar seu interesse a assuntos que não necessariamente são considerados estranhos para sua faixa etária.
Mas o fator que mais atrapalha o diagnóstico está no comportamento social das meninas com autismo: de forma diferente dos meninos, elas conseguem disfarçar suas dificuldades sociais com sua habilidade especial em copiar o comportamento de outras meninas. Essa camuflagem tende a ser mantida durante a vida acadêmica e mesmo mais tarde, no ambiente de trabalho. Assim, tentam se ajustar às regras sociais com estratégias mais intelectuais e menos intuitivas.

Não é incomum que o TEA em meninas seja confundido com a timidez. Enquanto meninos que apresentam timidez são entendidos como pouco responsivos, que não se envolvem, as meninas são vistas como introspectivas e tímidas.
Outros aspectos que devem ser levados em conta são:

* À idade de surgimentos dos sintomas
* A presença de atrasos no marco do desenvolvimento
* Observação de outros sintomas como comportamentos repetitivos e alterações sensoriais
* Padrão de funcionamento em testes neuropsicológicos
* Histórico familiar

A interpretação errada de sintomas como ansiedade, problemas alimentares e comportamentos rígidos e repetitivos nas consultas médicas, fazem com que muitas garotas atravessam a infância e a puberdade sem saber a real origem de suas dificuldades sociais e sem receber os estímulos adequados para desenvolverem as questões mais desafiadoras.

De acordo com a psiquiatra Dra. Rosa Magaly Morais, nos cacos mais graves, as meninas com TEA tem com comprometimento intelectual associado, frequentes nos primeiros anos de vida. Nos casos mais leves, elas tem inteligência preservada e melhor desenvolvimento das habilidades verbais sendo identificados mais tardiamente, em diferentes momentos da vida.

Como posso estimular minha menina autista?

O autismo em meninas não impacta tanto no desenvolvimento da comunicação e da interação social, mas as tarefas básicas do dia a dia são afetadas. Para isso, os responsáveis pelas garotas devem procurar um auxílio com especialistas.

* Terapeuta ocupacional: para o treinamento da coordenação motora fina e a realização das tarefas;
* Fonoaudióloga: para estimular o desenvolvimento da linguagem;
* Analista comportamental: para a aplicação dos ensinamentos da ABA no dia a dia da criança;
* Neuropediatra: para intervenções que visem ao aperfeiçoamento dos aspectos do neurodesenvolvimento.

Cuidar é um ato de amor. Não deixe os sinais sutis das meninas passarem despercebidos. Ao primeiro sinal de autismo, procure ajuda de um profissional capacitado. Da mesma forma que um menino precisa de diagnóstico precoce para evoluir, as meninas autistas também precisam para serem estimuladas ao desenvolvimento.

Eu, Susu Norberto, não tive diagnóstico precoce, fui diagnosticada com 37 anos, na minha infância eu era uma menina tímida, andava na ponta dos pés, só tinha interesse em desenhos e música. Adorava cantar e escrever poemas. Não me socializada, não gostava de encarar as pessoas por muito tempo, sempre desviava o olhar e se me obrigassem a encarar alguém eu me sentia mal e envergonhada. Fui confundida com uma menina tímida, mas não era timidez, eu sempre fui autista. Eis a importância de saber identificar. Não recebi estímulos e nem ajuda de profissionais, pois meus pais nunca haviam ouvido falar de autismo. Mas hoje em dia, o que mais tem são informações e tratamentos. Olhem por seus anjos cor de rosa.

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Pesquisa adaptada por Susu Norberto.

Quem quiser se aprofundar no assunto: Pesquise!

OS CINCO ARREPENDIMENTOS AO FIM DA VIDA

         Ana Claudia Arantes, médica geriatra do Hospital Israelita Albert Einstein comenta assim. Assista ao vídeo!

1.  Não ter feito minha história de vida com base nas minhas escolhas.

2. Não ter demonstrado afeto.

3. Eu gostaria de ter ficado mais tempo com meus amigos

4. Eu gostaria de não ter "vivido" somente nos momentos fora das horas de trabalho.

5. Eu gostaria de ter-me feito mais feliz.

     Compare com o que você já sabe da vida! Até que ponto você endossa estas afirmações? Que tal colocar estes pontos numa roda de conversa e comparar com as experiências dos outros?

     A geriatra faz estas colocações certamente baseada em conhecimentos adquiridos de livros mas também através de conversas muito pessoais com pessoas "no final da vida". Quais verdades poderíamos/deveríamos acrescentar a partir do ponto de vista da fé em Cristo?

     - Agora, com a eternidade batendo à porta, o que eu gostaria de ter feito em vida?

     - Sabendo que em breve me verei perante o meu Criador, quais correções eu faria na vida que eu vivi? 

     - Nas diferentes áreas de minha vida: como eu gostaria de ter vivido o meu casamento? O que eu corrigiria na educação de meus filhos? O que eu mudaria no relacionamento com meus irmãos e meus pais? Qual seria minha atitude em relação à igreja? Com a comunidade na qual estou inserido?

     Você sabe o seu sentido de vida? Quando você levanta pela manhã você sabe como elaborar o seu dia para que ele seja significativo e permita você dizer com Paulo: "Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé" (2 Timóteo 4:7)

Udo Siemens

Was schenkt man einer Richterin?

     

      Wenn die Verwandtschaft sie erwähnt, dann immer „Patricia, die Richterin“. Eine junge Aufsteigerin, die es mit 30 und viel Fleiß schon auf den Richterstuhl gebracht hat. Es ist Ostern und alle kommen zusammen. Oma, Tanten, Cousinen und Cousins, Kleinvolk. Und Patricia, die Richterin. Man hat Osterkörbe gebracht, für jeden etwas. Der Schwiegermutter ein tolles Kaffeelikör, dem Schwiegervater spanisches Olivenöl (er mag nichts Süßes), der Oma Pralinen „zum Gäste empfangen“, denn sie ist Diabetikerin. Kindern und jungen Mädchen sowieso Schokolade in sichtbaren Größen.

Dass die Richterin kommen würde, war eigentlich überraschend. Ihr Vater ist schon tot, die Mutter bei der anderen Schwester in der Hauptstadt, denn die bekommt ihr erstes Kind. Normalerweise wäre sie zu ihrer engeren Familie gegangen. Was schenkt man ihr jetzt? Schnell nochmal alles durchsehen, was da im Korb ist. Sie achtet sehr auf ihre Figur, wäre da Kalorienreiches angebracht? Und sowieso hat sie ja Geld genug, sich alles zu kaufen, was sie möchte. Schenkt man ihr trotzdem etwas? Wäre peinlich, sie zu übergehen. Also, das eine Osterei könnte passend sein.

Warum zögern wir vor „größeren“, „wichtigeren“ oder „erfolgreicheren“ Menschen? Wenn die Funktion den Menschen überschattet, liegt unsere zwischenmenschliche Beziehung manchmal schief. Natürlich geht es am richtigen Ort und in der entsprechenden Lage um die Funktion der Richterin und nicht um die junge alleinstehende Frau. Verpassen wir aber nicht allzu oft die menschlichen Momente? Dem Kaiser was des Kaisers ist,  könnte man umformulieren in: Wenn wir die Funktion des Anderen beanspruchen, gebührt ihm die entsprechende Haltung unsererseits. Wenn er aber als Mitmensch vor uns steht, dann sind sich zwei von Gott geschaffene und geliebte Wesen gegenüber, die sich Nächstenliebe in einem sehr tiefen Sinn schulden.

Wie sie sich über das Osterei gefreut hat! In dem Familienkreis war nicht die Richterin, sondern die Patricia. Eine der erfahreneren Damen in der Gruppe flüstert mir zu: „Wahrscheinlich war das die einzige persönliche Aufmerksamkeit, die sie zu Ostern bekommen hat.“

Irmgard August Siemens

EIN KLEIN WENIG SAUERTEIG GENÜGT, UM DEN GANZEN TEIG SAUER ZU MACHEN

  1. Kor. 5,6

  1. Tim. 3,11: „Auch ihre Frauen (die Frauen der Helfer in der Gemeinde) müssen ehrbar sein, nicht klatschsüchtig, sondern nüchtern und in allem zuverlässig.“

 

Aufrichtig zugegeben: Einem jeden rutscht es mal aus, über andere zu klatschen. Unsere menschliche Natur macht es uns nicht leicht. Dass Paulus den Timotheus anweist, die Frauen von der Klatschsucht abzuhalten, spricht ein Kapitel für sich. Doch Männer sind nicht frei von Schuld. Einer mehr, ein anderer weniger gibt mal eine Information preis, die Schaden anrichtet.

 

WAS IST KLATSCHEN?

  • Weiter sagen, was bei mir sterben sollte.

  • Nicht unbedingt Wahres weitersagen.

  • Weiter sagen, wovon ich die Echtheit nicht überprüft habe.

  • Etwas einer unbefugten Person erzählen, jemandem, der es nicht wissen sollte.

  • Schaden anrichten. Etwas nicht Lobenswertes über eine Person erzählen.

  • Mir nicht Befugtes weitersagen.

  • Nicht dicht halten, wenn es Vertrauenssache war.

  • Gedeuteltes, Vermutetes weitersagen, dass vom Hörer höchstwahrscheinlich als Tatsache aufgenommen wird.

 

 

 

WARUM KLATSCHEN WIR?

  • Weil wir neugierig sind. Wie gestaltet der andere wohl sein Leben? Wie löst er die Alltagsprobleme? Wie löst er wesentliche Lebensfragen?

  • Weil prickelnde Geschichten unsere Langeweile vertreiben. Wenn uns ein wertvoller Lebenssinn fehlt, füllen wir die Leere mit „wichtigen“ Ereignissen aus dem Leben der anderen.

  • Weil wir neidisch oder eifersüchtig sind. Der andere war schon immer mein Konkurrent, deshalb beobachte ich jeden Schritt, um zu vergleichen, wer im Moment die Nase vorn hat.

  • Indem wir den anderen bloβstellen, verstecken wir uns selbst. Achtung: Der Splitter im Auge des anderen fällt uns dann auf, wenn er aus demselben Holz ist, wie der Balken in unserem Auge.

  • Mangelndes Selbstwertgefühl. Wenn unser eigenes Leben zu unauffällig ist, stopfen wir es voll Geschichten aus dem Leben wichtiger Leute, damit es wenigstens etwas Grossartiges in unserem Leben gibt. Klatschblätter und Nouvellen sind ein Volltreffer.

  • „Ich weiß was, was du nicht weißt“. Mit dem Wissen von Details aus dem Leben anderer können wir Macht ausüben.

  • Weil das Gehörte juckt oder zu schwer auf unseren Schultern lastet (im Falle der Seelsorge), laden wir an der falschen Stelle ab.

  • Noch einmal: Klatschen ist weiter sagen, was bei mir sterben sollte. 

 

WAS DARF NICHT WEITER GESAGT WERDEN?

  1. Unwahres.

Wer garantiert mir, dass das, was ich gehört habe, wahr ist? Oder dass ich es richtig verstanden habe? Selbst beim besten Willen wird eine Tatsache nie so wiedergegeben, wie sie in Wirklichkeit geschehen ist.

  1. Im Vertrauen Gesagtes.

  • Wenn jemand zu mir sagt: „Ich erzähle es nur dir“, darf ich nichts weiter sagen, auch wenn ich es aus sieben Ecken wieder höre.

  • Wenn ich fühle, dass es im Vertrauen gesagt wurde, auch wenn mein Gesprächsparnter es nicht ausdrücklich erwähnt.

  • Was in einer geschlossenen Gruppe gesagt wurde, darf von den Teilnehmern nicht an Auβenstehende weitergegeben werden, weil der Kontext des Gesagten unmöglich wiedergegeben werden kann und lose Sätze leicht missverstanden werden.

  • Persönliches aus dem Leben Nahestehender darf nicht weitergesagt werden. Das betrifft meinen Ehegatten, meine Kinder, meine Schwiegereltern, usw. Die Einblicke, die ich durch das Miteinanderleben bekomme, gehören nicht an die groβe Glocke. Die Privatsphäre meiner Angehörigen muss geschützt bleiben!

  • Zum Persönlichen meiner nahestehenden Mitmenschen gehören auch das Tagebuch der Tochter, die Post der Familienmitglieder, die Handtasche, der Aktenkoffer – diese Dinge darf nicht einmal ich durchwühlen! Sie gehören zur Privatsphäre meines Nächsten, die ich zu respektieren habe.

  • Komiteesitzungen sind Vertrauenssache. Wer als Mitglied ernannt oder gewählt wurde, dem wurde das Vertrauen geschenkt, mit dem Gehörten bzw. dem Besprochenen gewissenhaft umzugehen. Ist der Ehepartner nicht im Komitee, ist er auch nicht berechtigt auf Informationen aus dem Treffen. Im Klartext: Ehepartner werden grundsätzlich nicht über den Inhalt von Komiteesitzungen informiert. Es ist für eine Pastorsfrau besser, eine durchgesickerte Information durch ein Gemeindeglied zu hören, als dass der eigene Ehemann nicht dichthält.

  • In der Seelsorge ist Schweigepflicht oberstes Gebot. Manche Seelsorgeehepaare einigen sich darauf, Gehörtes nicht miteinander auszutauschen. Sollten sie es aber ausgemacht haben, keine Geheimnisse voreinander zu haben, so muss der Ratsuchende darüber informiert werden.

  • Eine sehr fromm getarnte Klatscherei ist auch üblich: Man hüllt das Problem eines Mitmenschen in den Satz „Ich erzähle es euch nur, damit ihr für ihn betet.“

  • Titus 2,3-5: „Sage den älteren Frauen, dass sie ein zuchtvolles Leben führen. Sie sollen nicht klatschsüchtig sein ( ... ), sondern Vorbilder in allem Guten. Dann können sie die jüngeren Frauen anleiten ( ... ), damit Gottes Botschaft nicht in Verruf kommt.“

Irmgard August Siemens

Questões de sexualidade

na perspectiva cristã

 

 Sexualidade e espiritualidade (ultimato.com.br)

... "A sexualidade tem sido tratada como mero elemento hormonal e como promotor de satisfação pessoal..."

"...Deus nos criou como seres se­xuados..."

"... Nossa fonte de fé e prática é a Bíblia ..."

"... Deus criou os seres humanos macho e fêmea tendo como propósito a união sexual..."

"... uma vez con­sumado o casamento, a união é permanente até que a morte os separe..."

"... o erotismo não contaminado pela vergonha existia antes da queda. A queda não criou ‘eros’ (erotismo), apenas o perverteu..."

“...Cantares apresenta a sexualidade como celebração do amor conjugal ...”

“...O amor deles (em Cantares) é contínuo e forte. Ele transcende o calor e a frieza das flutuações da paixão erótica...”

“...o pecado que nos rodeia perverteu a beleza da sexualidade criada por Deus, transformando-a em caminho de perdição...”

“... o sexo, no aspecto negativo e pecaminoso, tem dominado nossa cultura de forma destrutiva para o homem...”

“...Cristo deixa claro que a intenção do coração é capaz de corromper a sexualidade pura...”

“...Os ensinamentos de Cristo deixam claro que a sexualidade não é um tema oposto à espiritualidade...”

“...Nossa espiritualidade e nossa sexualidade entram em uma harmonia operacional na vida do Reino de Deus...”

“...A sexualidade só será bem entendida e praticada se houver espiritualidade...”

Autor: Pr. Dionatan Cardoso

                                                                   Veja o estudo completo aqui.

Udo Siemens

Ein Pastor als guter Hirte

Aus dem  Buch: Das Hirtenprinzip, von Kevin Leman, William Pentak

 

  • Lerne deine Herde genau kennen, ein Schaf ums andere.

  • Nimm chronische Meckerer aus der Herde.

  • Lass deinen Leuten Bewegungsfreiheit, aber stell sicher, dass sie wissen, wo die Zaungrenze verläuft. Verwechsle nicht Grenze mit Zaumzeug.

  • Wenn deine Leute in Schwierigkeiten geraten, geh hin und hol sie heraus.

  • Du musst jeden Tag entscheiden, wer den Preis für deine Führung zahlt: du oder deine Leute.

Manuel Seibel schreibt

  • Der Hirte ist Tag und Nacht für seine Schafe da 

  • Schafe fallen hin – und brauchen den Hirten zum Aufstehen

  • Der Hirte sieht, wenn Schafe krank sind – und nichts mehr essen 

  • Der Hirte ist Anziehungspunkt für die Schafe 

Ausführlicher Text siehe hier

Auf der Internetseite von

www.gemeinde-tempelhof.de

stehen folgende Anregungen zum Thema:

  • Hirte sein ist kein Zuckerschlecken

  • Ein Hirte verhält sich nicht neutral

  • Der Hirte will Beziehung mit dem Schaf

  • Und wie ist das mit all den anderen Schafen?

Der „gute Hirte“ in Bibel und Kultur Hier

Udo Siemens

 

SECHS  PAAR  SCHUHE

     Sie standen alle der Reihe nach vor mir: Papas Schuhe, dann Mamas, meine, die meines Bruders, die orthopedischen Stiefelchen meiner kleinen Schwester und sogar das kleine Brüderchen trug „Mini-Erwachsenen-Schuhe“. Dann holte ich  die braune Schuhcreme und die schwarze, die braune Bürste und die schwarze. In Regenwochen musste noch ein feuchter Wischlappen dazu kommen.

     Dann ging´s los: erst der Reihe nach eincremen, und bis der letzte Schuh eingewachst war, war der erste trocken genug zum Polieren. Jeden Samstag auf der Eingangstreppe. Es hatte sich bei uns so eingebürgert, dass das Schuheputzen Aufgabe der ältesten Tochter war.

     Wir hatten damals jeder nur ein Paar Schuhe. Schulkinder brauchten übrigens noch Turnschuhe, bei Geldmangel eben die „Congas“, allerbilligste Stoffschuhe mit Gummisohle.

Wer nicht ganz so knapp an Geld war, hatte auch noch Sonntagsschuhe. Am schicksten waren die mit Lack. Aber der splisste zu schnell, deshalb kamen solche Schuhe bei uns nicht in Frage.

    Gleich neben der Eingangstür – Familienangehörige gingen immer durch die Waschküche, nur Gäste traten durch die Wohnzimmertür ein! – standen für jeden auch noch Hausschlappen. Wir nannten sie „Schlorren“. Auweia wenn wir mehr als sieben Schritte mit den „Draußenschuhen“ ins Haus gingen! Der gebohnerte Fußboden vertrug keine Kratzer. Na ja, eigentlich war es die ehrgeizige Hausfrau, die sie nicht vertrug.

    Ich gehöre zur Enkelgeneration der mennonitischen Einwanderer in Südamerika. Die erste Kindergeneration hatte es noch viel bitterer. Meine Schwägerin Renate hatte gar kein Schuhzeug an den Füßen. Sie ist barfuß zur Schule! In Curitiba friert es im Winter. Also muss man sich das so vorstellen: Das kleine Mädchen lief barfuß über die gefrorene Wiese bis zur großen Straße, wo ein Pferdewagen auf sie wartete, um sie bis zur Schule mitzunehmen. Der mitleidige Wagenbesitzer deckte ihre nackten Beinchen mit einer Plane zu. In der Schule hingen ihre nackten Füßchen von der Bank. Mittags wird es meist etwas wärmer, da tauten die kleinen Eisklümpchen dann auf.

    Im Sommer war es auf einer anderen Weise schwierig: die Wiesen waren voller Spicker, Brennessel und Ameisennester.

    Heute möchte man glauben, dass Schuhnot nicht mehr existiert. Ich wurde eines Besseren belehrt. In einer Klinik werde ich immer sehr liebevoll von einer Mitarbeiterin bedient. Ich fragte sie kürzlich nach ihrem beruflichen Werdegang. Sie erzählt mir ganz freudig, dass sie die Aufnahmeprüfung zu einem Studium für Krankenpflege bestanden habe. Ich schaue auf ihr Schuhzeug. Mittlerweile weiß ich ja, was Krankenhauspersonal an den Füßen tragen muss. Sie entschuldigt sich: beinah der ganze Lohn gehe für die Busfahrten von der Arbeitsstelle zur Uni und danach nach Hause. An sterilisierbare Stiefel sei überhaupt nicht zu denken. Ich vermute einiges und bringe ihr das nächste Mal eine Tasche voll Schuhzeug: offene, halbgeschlossene, warme, schicke für die Kirche. Alles schon getragen und abgelegt. Sie ist den Tränen nahe.

    Wir schauen leider zu gern in die falsche Richtung: zu denjenigen, die mehr haben als wir. Warum schauen wir nicht mal etwas aufmerksamer zu den kleinen „Verrätern“ im Leben des Nächsten?  

Irmgard August Siemens

Mein Mann ist so anders

sagte die Frau zu Beginn des Gesprächs

Was meinst du damit?“ fragte ich sie.

Darum bin ich ja gekommen, ich möchte verstehen, was bei uns zu Hause geschieht. Ist es wirklich so, wie es mir vorkommt, oder bin überhaupt ich die Verrückte?

Du scheinst mir sehr normal zu sein“, erwiderte ich. „Und deinen Ehepartner habe ich nur wenige Male in den Gottesdiensten gesehen. Erzähl mal mehr über ihn!

Ja, z.B. Gottesdienst: er ist kein ungläubiger Mann, er kennt sich in der Bibel gut aus. Wenn jemand in der Gemeinde was Falsches macht, das sieht er gleich und hat dann oft sogar noch eine Bibelstelle parat, die seinen Standpunkt unterstützt.

Aber?

Er will nie zur Kirche. Er scheint, vor der Menge Angst zu haben. Er fühlt sich unwohl unter vielen Menschen. Und wenn er dann endlich mal mitkommt, dann stellt er es immer so an, dass wir verspätet ankommen und, sobald der Gottesdienst aus ist, geht er ins Auto und wartet ungeduldig auf mich. Wehe mir, ich eile ihm nicht nach!

Und wie ist er im Alltag“ fragte ich sie.

Mein Mann hat dann Augenblicke, wo er extrem lieb ist, ich würde sagen, sogar zu lieb, besonders Fremden gegenüber. Sie können in der Umgebung nachfragen! Alle werden bezeugen, dass mein Mann ‚sehr lieb‘ ist. Im nächsten Augenblick aber schafft er es, so böse zu werden, so hart zu antworten, dass man echt Angst vor ihm bekommt.

„Schaut er dir in die Augen, wenn er mit dir spricht“, wollte ich wissen.

„Wieso?“ Diese Frage überraschte sie.

„Ihr unterhaltet euch doch miteinander?! Wie lange hält er es aus, dir direkt in die Augen zu schauen?“

„Habe ich eigentlich nie so beachtet. Jetzt aber wo Sie es sagen, stelle ich fest, dass dieses mich auch irritiert, denn er schaut dann immer irgendwohin, aber nicht in meine Augen. Als ob er ein schlechtes Gewissen hätte.“

Nun musste ich ihr einiges erklären: „Nein,er hat kein schlechtes Gewissen, er kann es nicht. Sein Gehirn ist so gebaut, dass er nur schlecht oder überhaupt keine Gefühle lesen kann und darum schaut er dir nicht in die Augen, denn was deine Augen ausdrücken – Gefühle –, kann er nicht interpretieren. Darum schaut er dir nicht in die Augen. Oder er schaut während des Gesprächs z.B. durchs Fenster hinaus.“

„Genau! Sie wissen also, was mein Mann hat?“

„Ja. Wie so viele andere Mennoniten leidet dein Mann wahrscheinlich am Asperger-Syndrom. Das ist eine sanftere Art Autismus. Damit wird man geboren. Das vererbt sich auch. Statistisch gesehen leidet jeder 150. Mann darunter. Unter Mennoniten ist dieser Prozentsatz aber mindestens dreimal so hoch. Deine Tochter oder deine Enkelin können dieses auch mal erben.“

„Ja, und was tut man dagegen?“

„Das ist angeboren. Dafür gibt es keine Medizin.“

„Sie sagen, dass ich mich nun leblangs damit abplagen soll?“

„Im Alter lässt es nach. Der Mensch wird vom ständigen Anecken langsam müde und lernt dann meistens besser mit Menschen umzugehen. Es würde auch einen grossen Unterschied machen, wenn er sich dessen bewusst würde. Dann könntet ihr eure Beziehung besser aushandeln.“

„Können Sie mir sagen, wie ich mich in jemanden verlieben konnte, der so schwierig ist?“

„Gute Frage. Die lassen wir aber für ein anderes Mal.“

 

Udo Siemens

               Meine Schuhe – deine Schuhe

    “Kina kann”* war dein Schlagwort. Ja, du konntest viel. Du wolltest viel. Du wolltest das volle Leben. Dein Leben. Und hattest dabei die kindliche Auffassung, mit Mamas Schuhen deine eigenen Schritte zu gehen. (*Kina = meine Tochter Corina als zweijährige über sich selbst)

    Mamas Schuhe waren dein Ideal. “Wenn ich erst mal so groß bin wie Mama.” “Wenn ich nur in Mamas Schuhe steigen würde.” Geübt hast du. Geübt fürs Leben.

    Was für eine Verantwortung für mich als Mutter! Welche Schuhe sollte ich dir hinstellen? Die Schuhe, die ich dir zeigen würde, würden die Schuhe sein, die du kennen würdest. Mit denen du würdest gehen können. Und die Schuhe, die ich dir nicht vorstellen würde, würden dir unbekannt, unbegreiflich – unbegehlich – bleiben.

Meine Schritte – deine Schritte 

           “Wo du hingehst, da will ich auch hingehen” ist das natürlichste Nachahmen unserer Kinder. Zuerst das sehnsüchtige Nachschauen des Kleinkindes: so wie die anderen so möchte ich auch alleine gehen können. Erste Versuche. Dann so oft wiederholt, bis es motorisch klappte.

           Aber wohin gehen? Wie gehen? Wann stehenbleiben? Selbstverständlich so wie Mama es macht. Keine anderen Modelle. Bis sich die ersten selbständigen Gehweisen und Gehrichtungen entwickelten. Deine persönlichen Interessen führten dich in einige mir fremde Richtungen. Dein Bewegungs- und Pausenrythmus war doch anders als der meine. Es wurden eben immer mehr deine eigenen Schritte.

Meine Wege – deine Wege

           Unvergesslich bleibt mir deine Behauptung, es sei eben “dein eigener Stil”. Da warst du gerade 10. Die Soße zu den Nudeln war dir gelungen und wir lobten dich dafür. Dass es sich dabei buchstäblich um mein, um Mamas Rezept handelte, war dir unwichtig. Du hattest die Soße gemacht, und, wie du meintest, nach deinem eigenen Stil.

           Dein Stil schälte sich immer klarer heraus. Meine Aufgabe war es, ihn zu erkennen, zu fördern, von meinem abzusehen, von meinem zu unterscheiden. Meine Kindheit würde nie durch deine wiederholt werden. Dafür bist du ja du, und nicht ich. Auch dein Erwachsenwerden ist einzigartig. Immer weiter ab von meinem eigenen Ich.

           Deine Schritte sind keine Nachahmung mehr. Dein Weg führt dich in eine andere Richtung. Ein von Gott zugewiesener, nie dagewesener, nur von dir erfüllbarer Weg. Was andere bei dir an “Irmgard” wiedersehen, das bin nicht ich, sondern es sind deine eigenen Fähigkeiten. Und weil sich manches vererbt, sieht man in der Tochter auch manches ähnliche von Mutter oder Vater.

           Meine Schuhe hast du getestet – und jetzt zur Seite gestellt. Weil du deine eigenen aussuchst. Weil du deine eigenen brauchst. Weil dir deine eigenen so gut stehen. Ja, du hast deinen eigenen Stil.

           Das ist für mich Mutter sein. Schuhe hinstellen, damit unsere Kinder hineinsteigen können. Schritte vorgehen, damit unsere Kinder die wichtigen und richtigen Wege begehen. Den eigenen Weg voll ausschreiten, damit unsere Kinder ihren Weg bejahend übernehmen.

           Und dann das Kind gehen lassen. Den eigenen Weg.  

           Ich schaue dir gern nach. Und wünsch dir Gottes Segen auf deinen Lebensweg!

Irmgard August Siemens

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DAS TINTENFASS

Den Kindergarten und das erste Schuljahr besuchte ich in Buenos Aires. Mein Vater studierte dort Theologie und wir waren als Familie, also Vater, Mutter, ich und mein klein wenig jüngerer Bruder mit dabei.

    Lesen und schreiben lernen waren eine riesig große neue Welt für mich. Das war ja der Pass, um später ins Erwachsenenleben aufgenommen werden zu können. Obendrein lernte ich die spanische Sprache – Muttersprache war ein ziemlich akzentreiches Deutsch – leichter und schneller als meine Eltern. Pluspunkt für mich, die ich die Erwachsenen immer als sehr kompliziert empfand.

    Am Schülerpult saβen wir immer zu zweit. Mädchen links im Raum, Jungen rechts. An meine Tischnachbarin kann ich mich nicht erinnern, aber an das Loch für das Tintenfass. Zuerst wurde mit Bleistift in Schönschreibeheften geübt. Wer eine schöne Handschrift entwickelte, durfte zum Füllfederhalter übergehen. Das war wie eine Diplomierung! Natürlich war ich ziemlich bald soweit. Der Ehrgeiz spornte und trieb an.

Für die Kleckse, die unweigerlich passierten, gab es das sehr saugfähige Schmierpapier. Aus Schlamperei zurück zur Bleistiftphase zu müssen kam bei mir nicht in Frage.

    Dann kam die Einladung an meinen Vater nach Brasilien.

   Neue Schule, neue Lernmethoden, neue Sprache. Portugiesisch klang in meinen Ohren verschmutzt durch seine vielen nasalen Laute. Durch die Ähnlichkeit der lateinischen Sprachen sind manchmal nur Buchstaben oder Silben verschieden. Für mich schlicht und einfach eine „Verfälschung“ der spanischen Wörter.

   Ich weigerte mich, diese meine dritte Sprache zu lernen, ihre Wörter auszusprechen und zu schreiben.

    Ja, das Schreiben. Mit Kugelschreiber! Wo blieb jetzt mein heiβgeliebter Füllfederhalter? Das Loch im Pult war noch in brasilianischen Schulen vorhanden, aber nur weil die Regierung nicht das Geld hatte, neue Tische einzusetzen. Der Kollege rechts neben mir war auch nicht mehr da. Wir saβen einzeln.

   Ich weigerte mich, richtig zu schreiben. Meine Texte gab ich immer in Spanisch ab. Bis das 2. Semester anfing. Professora Marilene hatte bis dahin eine Hiobsgeduld mit mir gehabt. Aber jetzt, am ersten Schultag im August, sagte sie: „Ab jetzt ziehe ich jedes auf Spanisch geschriebene Wort von deiner Gesamtnote ab.“  Klar, dass ich das erst mal auf die Probe gestellt habe. Aber nach einer 9 (Schulnotensystem von 0 bis 10) war die Scham zu groß.

   Das kurierte. Oder sollte ich lieber sagen: das amputierte? Vor wenigen Jahren wurde mir ein Teil dieser Umstellung bewusster. Ich hatte eine schöne Sprache, eine schöne erste Kindheit und eine schöne Schreibweise für immer abgeben müssen. Ich habe mich Jahre lang danach gesehnt, bis es irgendwann in die Vergangenheitstruhe abgeschoben wurde.

  Als 40jährige kam der Computer als Schreibgerät in mein Leben. Drei Jahre lang habe ich erst auf Papier original geschrieben und dann mit der Tastatur abgeschrieben.

Wo ist mein Füllfederhalter geblieben? Eines Tages kaufe ich mir einen in so einem schicken Schreibwarenladen. Mit Tintenfass. Nur für Unterschriften.

 

Irmgard August Siemens

A Casa do Lobo Mau II

     Certo dia acontece a visita dos tios que de uma cidade distante vêm visitar familiares. O melhor da visita: com eles vem a priminha de 4 anos que é a paixão do Mathias, 5 anos.

    De início ficam os dois sem saber o que fazer um com o outro, pois não se vêem há tempo. Mas logo disparam a correr um atrás do outro, jogam-se um sobre o outro, se agarram. É o modo que tem para dizer “eu gosto muito de você”.

    Os pais os levam a parques, as crianças brincam juntas na piscina, no almoço fazem algazarra numa mesinha à parte em que sentam os quatro primos. Um dos pais senta com eles para garantir que uma parte do macarrão também vá para o estômago.

   De repente surge a expressão “lobo mau”. A menina ergue o olhar como querendo dizer: “Que interessante!” Nas brincadeiras reaparece a figura deste espantalho. Mathias, já acostumado a esta figura, de repente provoca o vovô, chamando-o de lobo mau. O velho faz o favor de correr atrás das crianças que disparam em gargalhada, escondendo-se dentro de uma tenda improvisada com cobertores.

   Então o vovô atiça a netinha com a informação que é possível visitar a “casa do lobo mau”. Ela olha incrédula. Prontamente deseja visitar este lugar, de cuja existência ela nem suspeitava. Agora as crianças sonham com este momento, falam dele a toda hora. A menina continua sem saber o que pensar disso.

   Alguém tenta desmistificar a coisa explicando que é apenas o lugar em que ficam as caixas d’água no topo do prédio, onde também têm algumas máquinas que ligam, desligam, fazem ruídos e luzes piscam. A menina prefere acreditar no mistério e que realmente exista este lugar conhecido dos contos de fada. Seu coraçãozinho lá no fundo lhe confirma que o mal existe e seria maravilhoso encontrar o lugar geográfico em que o mal tem a sua moradia. Quem sabe assim poderia ser finalmente vencido.

   Na última manhã, antes da viagem de retorno, surge a oportunidade. Pai e mãe precisam fazer as malas e acham uma boa idéia o avô tirar as crianças do apartamento por um tempo. “Vamos para a casa do lobo mau”, propõe o velho e as crianças aceitam jubilosamente.

   Mal saem do apartamento a menina se agarra ao avô. Mathias já acostumado a essas visitas, dispara à frente, atravessa o vão escuro que leva às escadarias do prédio e corajosamente vai subindo os degraus em direção à casa do lobo mau. Ele percebe que chegou a hora de impressionar a prima com sua coragem e valentia, um ano mais nova que ele.

   A menina sobe segurando firmemente a mão do avô, o coração apreensivo sobre o perigo imenso que imagina agora ter que enfrentar, mas fascinada pela experiência.

   Finalmente chegam ao lugar misterioso: “Mathias, você que é o mais velho, pegue sua prima pela mão, subam juntos estes últimos degraus e vão lá dizer uns desaforos pro lobo mau e aí nós voltamos pro apartamento.”

   A priminha agarra-se ainda mais aos braços do avô: “Eu não vou. Eu tenho medo.”

   Este é o momento em que priminho percebe que chegou sua hora pra mostrar-se MUITO acima de sua prima e impressioná-la definitivamente. Sabe-se lá de onde retirou isso, mas parado alguns degraus acima, estufando o peito, postando um olhar o mais masculino e adulto possível proclama: “O lobo mau mata todas as crianças com menos de 5 anos.”

   O avô surpreendido por esta informação cai na gargalhada. O menino não perde a pose e reafirma solenemente: “Eu já estou com cinco anos. Eu não corro mais perigo. Mas todos que tem menos de 5 anos não deveriam ir lá.”

   A priminha tem quatro. Ela gostaria de sair correndo imediatamente perante esta ameaça TERRÍVEL proferida por seu primo “tão mais experiente”.

   “Ah, Mathias, agora você vai ter que ir sozinho lá”, diz o avô.

   A menina agora assiste o triunfo final e total do primo. Ele garbosamente dá os últimos passos, feito general romano subindo as escadarias do capitólio para ser coroado com uma coroa de flores, sobe os últimos degraus, abre a “perigosa” porta, profere um discurso desaforado pro lobo mau, fecha a porta e volta tranqüilo e solene.

   A menina não agüenta mais e puxa o avô para que se afastem o mais rápido possível deste lugar tenebroso. O menino, cheio de tagarelices, seguindo o velho com a priminha, enquanto descem pelos degraus ao longo de 11 andares.

   Pra testar o netinho tão corajoso o vovô lembra a ele que se o lobo mau estiver seguindo eles, vai pegar primeiro quem estiver atrás. De repente o menino parece ter perdido a coragem, se embrenha entre os dois a sua frente:

   “Deixe eu passar, deixe eu passar, vovô!”

   O avô: “Ué, acabou a sua coragem Mathias?”

   O menino que normalmente é bom de papo prefere não discutir essas sutilezas e foge em direção à segurança do apartamento, junto à vovó.

   Mostrar-se corajoso num certo momento e permanecer corajoso são coisas bem diferentes. Um dia ele vai aprender isso.

   Coragem é a ação deliberada, intencional no enfrentamento do que nos é estranho, do que nos parece ameaçar ou impedir a nossa caminhada.

   A parte essencial da coragem normalmente não é vista exteriormente. Ela consiste de conhecimentos, experiências, emoções, motivações e a capacidade de produzir comportamentos adequados perante situações adversas e muitas vezes inesperadas.

   A coragem é uma qualidade essencial a ser desenvolvida numa criança. Sem ela não conseguimos resistir ao mal que está no mundo e às ameaças que brotam dentro de nós.

   O que você está fazendo para desenvolver coragem em seus filhos e netos?

 

Udo Siemens

LIEBE IST ... FÜRSORGE

    Fürsorge: Sorgen für. Sorge tragen um. Nicht „sich Sorgen machen um“ oder „sich herumschleppen mit“.

    Sorgen für das Wohl des andern. Sorge tragen um die Umstände, die den andern umgeben. Dem andern zur Seite stellen, was ihm behilflich sein könnte.

    Nicht des andern Sorge tragen so lange er selbst dafür imstande ist. Nicht schlaflose Nächte im Bett herumwälzen um einen Ausweg für den andern zu finden, wo er vielleicht selbst noch gar nicht wirklich aus der Klemme heraus möchte.

    In der Familie geschieht viel Fürsorge:

  • Die Mutter weiß, dass es am späten nachmittag kühl wird und empfiehlt dem Kind eine Jacke.

  • Die Ehefrau bemerkt die nassen Socken des Mannes und macht ihn aufmerksam darauf, damit er sich nicht erkältet.

  • Der Ehemann weiß, dass seine Frau nicht stundenlange Familienfeste verträgt und sorgt dafür, dass in angemessener Zeit aufgebrochen wird.

  • Der erwachsene Sohn fragt die Eltern, ob sie regelmäßig zur Arztkontrolle gehen.

      In der Gemeinde geschieht viel Fürsorge:

  • Vor dem Gottesdienst wird dem alten Bruder ein Sitzkissen gereicht und das Gesangbuch in die Nähe gerückt.

  • Der Ordner beobachtet, ob die Belüftung ausreicht.

  • Der Enkel bietet der Oma den Arm, damit sie sicher die Treppen steigen kann.

  • Besucher sind da und ich frage, ob sie schon zu Mittag eingeladen sind.   

  • Eine junge Familie ist zugezogen und ich schaue oder frage nach, ob ihnen etwas Notwendiges fehlt.

     Das wohlwollende Miteinander ist zumindest menschliche Vernunft, auf jeden Fall aber christliche Pflicht. Kleine Gesten, die dem andern menschliche Würde entgegenbringen. Die vielleicht den restlichen Tag des andern in warmes Licht tauchen. Die auch ansteckend wirken und einen ganzen Kreis beeinflussen können.

     Manchen Menschen liegt die Fürsorge im Blut. Sie sind von Natur aus Hilfeleister. Andere müssen sich erst einmal darin üben. „Seid freundlich im Umgang miteinander“. Sorget für das Wohl des andern!

Irmgard August Siemens

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Abuso sexual:

É bom saber

    Ele é muito mais comum do que se pensa. Em todas as comunidades há pessoas abusadas, em número bem maior do que se pensa. Pior, pessoas abusadas que estão em silêncio, que cuidam para que ninguém fique sabendo o que aconteceu com elas, talvez tua própria mãe ou avó, talvez seu irmão, ou você mesmo.

      O abusador pode continuar fazendo vítimas porque ninguém fala.

 

Há muitas formas de abuso

    Pensamos primeiro no abuso físico, do abuso sexual. Crianças são vítimas em todas as idades, inclusive bebês, como me contou uma médica que examinou uma menina com poucas meses de idade.

   O abuso é por vezes esporádico e mais “leve” como toques inapropriados, por vezes até pelos pais. Um aconselhando queria entender desvios em sua conduta sexual e foi descobrir que sua mãe tinha manipulado seus órgãos genitais “para treinar o prazer sexual no menino”, despertando no bebê algo que deveria ter sido despertado muito mais tarde.

    O abuso físico vai, portanto, do simples toque até a relação sexual contínua a qual crianças são submetidas desde a idade pré-escolar, segundo várias aconselhandas.

   O abuso pode também ter sido visual ou auditivo, quando crianças incapazes de compreender a atividade sexual de adultos são obrigadas a assistir ou ouvir os sons decorrentes do ato sexual. Uma aconselhanda contou que casou o mais cedo possível. Perguntei por quê?

   “É que eu não suportava mais ter que participar ouvindo a vida íntima de meus pais. Quando anoitecia eu entrava em pânico, queria fugir de casa.”

   “Mas como é que você acabava escutando tudo?”

   “Nós éramos muito pobres. Entre a minha cama e a cama dos pais havia apenas uma cortina.”

    O abuso pode ter sido físico, auditivo ou visual. As conseqüências são muito semelhantes.

    O abuso emocional é provavelmente mais comum e igualmente pode provocar transtornos no desenvolvimento da identidade.

    Na maioria das vezes é praticado pelos próprios pais. A criança não tem instrumentos para analisar o que está acontecendo em sua casa; ela pensa que é normal o modo como a mãe a trata. Quando mais tarde procura aconselhamento leva muito tempo para perceber que foi abuso o tratamento que experimentou em seu lar.

   Uma violinista me procurou com desvios de comportamento que foram identificados como abuso. Quando aprofundamos a questão verificamos que sua professora era a própria mãe, também violinista, de temperamento consciencioso: 

   “Quando a aula finalmente termina, ela vai pra cozinha preparar o almoço. Eu resolvo por vezes brincar com o instrumento e experimentar seqüencias de notas em desarmonia. Com certeza ela pegará no meu pé por causa disso. E assim é com tudo. O perfeccionismo dela me leva a loucura. Já pensei em abandonar o cristianismo porque não aguento um Deus que não permite falha nenhuma.”

    O abuso emocional torna a pessoa insegura, influencia o modo como ela pensa sobre si mesma, normalmente levando-a a ter sentimentos de inferioridade, tornando-a indecisa. O abusador adulto procura impor sobre a criança seu modo de pensar e agir de modo absoluto. Quer transformar – talvez inconscientemente – a criança numa marionete sua.

   Quem quiser ler mais sobre isso, clique aqui 

Sentimentos de culpa

   Quem foi abusado muitas vezes carrega sentimentos de culpa, de vergonha e em alguns casos inclusive sentimentos de que se tornou por isso numa pessoa indigna, inferior.

   “O que aconteceu comigo não poderia ter acontecido. Foi errado!” E a criança não consegue se distanciar do acontecimento e ver que TODA A CULPA está no adulto. Por isso é tão importante a pessoa abusada encontrar acolhimento da parte de conselheiros que lhe afirmem repetidas vezes que ela não é e nunca foi responsável pelo acontecido.

   “Mesmo quando com o tempo eu mesma comecei a tomar a iniciativa da intimidade sexual?” perguntou uma aconselhanda.

    Apesar de criança ainda, ela é capaz de ficar sexualmente excitada – é uma conseqüência normal em todo corpo humano. Com a curiosidade agora despertada, acaba procurando ela mesma mais experiências. Mais tarde ela lembra das suas iniciativas e se desenvolve um sentimento de culpa.

   Mas a criança é INCAPAZ DE AVALIAR aquele ato. É de TODA RESPONSABILIDADE do adulto sobre o que ali acontece.

   Vida sexual precocemente ativada

   Crianças abusadas sexualmente, tendo a sexualidade despertada, muitas vezes acabam entrando ativamente na vida sexual já no começo do processo de amadurecimento sexual nos primeiros anos de adolescência.

   Fui convidado para falar sobre a sexualidade num retiro para adolescentes de 10 a 13 anos. Várias adolescentes me procuraram depois confessando sua vida sexual ativa, algumas inclusive já tendo provocado aborto. E todas tinham sido molestadas na infância.

   Lembre: A pessoa que abusou de você é a única culpada pelo abuso. A Bíblia diz: “O homem mau pagará pelo mal que [ele] fizer.” — Ezequiel 18:20

Por que é melhor falar?

 

A tendência é manter silêncio sobre seu passado difícil

    Uma jovem mulher veio procurar ajuda.

   “Em que posso lhe ser útil?”

   “Ah, pastor, é tão difícil dizer. Mas não sei outra saída.”

   “O que está acontecendo?”

   “Estamos casados há 12 meses, mas ainda não conseguimos realizar o ato sexual.”

   Não demorou muito e descobrimos o abuso que ela sofreu ainda criança.

   “Você nunca contou isso para sua mãe?”

   “Contei. Ela me mandou calar a boca e disse que é assim mesmo e que com ela tinha acontecido a mesma coisa.”

   A absoluta maioria tem grande dificuldade para se expor. “Onde encontrar alguém que vai me compreender? Será que serei acolhida? Será que meu sentimento de culpa depois ficará ainda maior? E se depois a comunidade acabar sabendo o que aconteceu comigo? Vou me sentir mais marginalizada ainda.”

   “Quem conta os seus males, os espanta”, costumo dizer a meus aconselhandos. Quando começamos a falar com alguém sobre isso é que começamos a realmente compreender o que aconteceu conosco e só então nos tornamos capazes de processar os fatos; a colocar tudo isso debaixo da graça transformadora de Deus.

   O muro de segredo que supostamente protege a pessoa abusada também a impede de conseguir ajuda.

   Mas querer fazer isto sozinho é muito difícil. É como um parto. A pessoa abusada precisa da ajuda de um parteiro.

    É um passo de muita coragem que a pessoa abusada precisa dar. Quando eu suspeito que em minha igreja alguém possa ter sofrido abuso procuro me aproximar da pessoa, sinalizar uma atenção especial para ela, por vezes até perguntando se ela não gostaria de conversar comigo, quem sabe para descobrir melhor sua identidade.

   Algumas pessoas mesmo assim preferem evitar o conselheiro. Aquelas que vêm, por vezes demoram dez encontros para finalmente contar o que aconteceu.

    Lembro de uma aconselhanda assim. Ela era muito introvertida e falava muito pouco. A todas  perguntas ou assuntos que eu tocava ela dava respostas monossilábicas. Quando aparecia o seu nome na lista de aconselhandos eu já ficava apreensivo porque não sabia o que fazer para preencher proveitosamente o encontro com ela. Mas ela se inscrevia sempre de novo. Até que um dia eu desisti. Pensei cá comigo: Se ela gosta tanto de ficar na minha presença, mesmo hesitando tanto em falar sobre si, iremos passar a hora de aconselhamento em silêncio, olhando um para o outro.

    Depois das boas vindas e um papo inicial, fiz um silêncio mais longo. Então perguntei: “Tem alguma coisa que você queira me contar?” Ela abaixou a cabeça e ficou quieta. O que é que eu iria fazer? Decidi permanecer agora em silêncio total. Quando ela finalmente ergueu os seus olhos, eles estavam vermelhos, cheios de lágrimas e agora ela finalmente pode contar o que tinha acontecido com ela.

   As igrejas precisam incentivar o surgimento de conselheiros e conselheiras capazes de acolher e ajudar pessoas que sofreram abuso. Avalio que mais de 10% das pessoas numa comunidade cristã ou não-cristã sofreram alguma forma de abuso, provavelmente mais. É um número muito grande de feridos. A igreja tem a responsabilidade de providenciar “o bálsamo em Gilead” (Jr.8.22).

Udo Siemens

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Das Leben

einfacher

machen

      Zu viel Firlefanz? Reduzieren! Aber auf Wesentliches.

      Ein Blick in die Rumpelkammer sagt viel über unsere Lebenseinstellung aus. Wieviel davon ist wirklich im Gebrauch? Haben sich da ALLE Gläser angesammelt? Deren Deckel sind ich-weiß-nicht-wo? Und in der Töpfekollektion: Großmutters Lieblings-Milchtopf ist immer noch da?

    Ganz anders in der Wohnung meiner Eltern in São Paulo. Sie starben bei einem Autounfall und ich als älteste übernahm das aus- und umräumen ihrer Habseligkeiten. Es war nicht viel. Sie waren nie zu richtigem Komfort gekommen, geschweige denn zu Luxus. Was ich da vorfand, war mir eine Lebenslehre: Ordnung, nur Wesentliches, kein Gerümpel, keine unerledigte Aufgabe, keine nicht bezahlte Rechnung.

    Stimmt, sie waren vor wenigen Monaten umgezogen. Ein Umzug ist die perfekte Gelegenheit, alles durchzusichten. Dabei sollte man auch kaltblütig wegwerfen oder verschenken.

    Ich stehe selbst vor einem großen Umzug. Nicht nur, dass mein Mann und ich wegziehen. Es trifft auch zusammen mit dem kompletten Auszug aller Familienmitglieder. Was hat sich im Laufe einer 28-jährigen Familiengeschichte alles angesammelt! Kindergartenbilder, Großmutters Strickhefte, Winterbekleidung aus dem Deutschland-Aufenthalt.

    In einem Gespräch mit meiner Schwägerin kommen wir beide zu dem Entschluss: Es ist der Moment gekommen, wo sie und ich das Leben einfacher machen müssen. Eine jede von uns hat sich das Ziel gesetzt: 50% gehen weg! Was bleibt, sollte wesentlich sein für Menschen, die ihre große Lebensaufgabe eigentlich schon geleistet haben und sich auf die ankommenden Einschränkungen des Alterns vorbereiten. Fragt mich nach einem halben Jahr, ob ich es geschafft habe.

 

Bibel und Pflug, JULI 2010

P.S. Udo: Seitdem haben wir schon vier Umzüge gemacht. Sie hat ihr Wort gehalten

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A Casa do Lobo Mau

     Criança pequena tem medo. Adultos também. Todos têm. Nas crianças, medos recebem nome, materializam-se. É o “gigante” ou o “jacaré” que as espreita nas sombras. Márcio tem medo do “Lobo Mau”.

     Ele tem 3 anos recém-completados. O irmão dele é fascinado pela história dos Três Porquinhos e do lobo mau que os persegue. Um dia Márcio percebe que o lobo mau simboliza a ameaça, o perigo. Quando o avô pede que ele atravesse um corredor escuro, ele nega. “Por que, Márcio?” “Tenho medo do lobo mau”, responde.

     Não adianta dizer que o logo mau não existe, que não tem saci-pererê. A criança sabe que existe. Ela sabe que existe o perigo, que o mal está no mundo pronto para surpreender.

Com três anos a criança começa a se libertar do colo da mãe, a correr sozinha, passa a perceber os conflitos e dificuldades dos adultos. Aí não tem jeito, ela passa a ter certeza profunda de que o “lobo mau” existe. E não adianta teimar com ela. Talvez ela fique calada sabendo que a mãe não suporta ouvir “esta bobagem”, ou talvez o pai diga “deixa de dizer besteira, menino”. O menino se cala, mas no profundo do seu ser SABE com letra maiúscula que o lobo mau está à espreita. Pior, os adultos não ensinam como enfrentá-lo.

     O avô do Márcio viu que tinha chegado a hora de enfrentar este medo. Para poder combatê-lo fixou o medo num lugar geográfico que estivesse ao alcance, que pudesse ser visitado. Um dia convida seu netinho para ir à “casa do lobo mau”. O menino olha espantado e maravilhado. Que aventura! Ele topa na hora. Claro, segurando a mão do vovô, uma mão que ele já tinha experimentado em outros momentos perigosos como atravessar a rua, chegar até a escola, andar sobre muros e meio fios.

     “Onde é a casa do lobo mau?” quer saber. “Já te mostro, Márcio. Vou com você lá”, responde o avô. Deveria ter filmado a cena. Foram pra escadaria do prédio. É mais emocionante do que pegar o elevador. Foram subindo andar por andar, aquelas perninhas fininhas, mas ligeiras e ágeis, indo à frente. O vovô devagar, arrastando a carcaça idosa prédio acima, por onze andares a fio. Chegando ao último, no 15.º, o menino olha espantado: “Tem barulho lá em cima! É o lobo mau?”

     No 16.º andar ficam as caixas d’água do prédio, motores que ligam e desligam, luzes que acendem e apagam, tudo atrás de uma porta com frestas. “Vamos à casa do lobo mau?!” pergunta o velho.

    “Tenho medo”, responde o pequeno.

    “Vamos voltar? Descemos pro apartamento, junto à vó?”

    “Não”, reage o menino de 3 anos, decidido de que este é um lugar muito interessante. Ele não sabe, mas o medo que ele sente nada tem a ver com o que está atrás daquelas portas misteriosas no 16.º andar. Ele não sabe que o medo está dentro dele e não lá fora. E não adianta dizer isto a ele. O problema do medo não se resolve negando sua existência. A chance para superar o medo é concordar que ele existe e desenvolver estratégias para enfrentá-lo. Supera-se o medo quando ele recebe nome, quando se assume com clareza qual é o medo que está impedindo o caminho e daí num segundo momento enfrentá-lo.

    O avô senta nos degraus que dão acesso ao último andar. O menino senta ao seu lado, quietos os dois, o coração do pequeno batendo. Por vezes o avô tenta incentivar para que o pequeno enfrente o desafio: “Márcio, tá vendo aquela porta? Você vai lá, abre rapidamente a porta, faz ‘Huh!’ pro lobo mau e vem correndo pra mim.” O menino olha para a porta, desejoso de se mostrar corajoso, mas não consegue.

     O velho tenta um truque. Tira seu boné e o coloca sobre a cabeça do menino: “Agora você consegue ir lá assustar o lobo mau!” Márcio levanta, sobe alguns degraus em direção ao perigo. Aí volta e senta ao lado do seu avô:

     “Tenho medo.”

     “Vamos voltar pro apartamento onde está a vovó?” pergunta novamente o velho.

     “Não, quero ficar aqui”, diz prontamente o pequeno. Está fazendo bem a ele experimentar o seu medo e o desafio para superá-lo ao lado de uma pessoa de confiança.

O avô faz uma nova tentativa: “Márcio, subo mais uns degraus. Aí fico bem pertinho de você!” Bem poderia o avô pegar o neto pela mão, ir até a porta que dá acesso à “casa do lobo mau”. De que serviria isto? O menino teria coragem apenas enquanto estivesse segurando a mão do avô. Quando um dia for prestar vestibular, se inscrever para o exército, pedir uma moça em casamento, ninguém estará segurando sua mão. É preciso aprender a superar sozinho seus medos para se tornar capaz de enfrentar os desafios da vida.

    “Vamos lá!” propõe o avô e sobe mais uns degraus: “Vai que fico te esperando aqui!”

     Corajosamente o menino se levanta, o boné do velho na cabeça, coração querendo pular fora do peito, dá passos rápidos, abre rapidamente a porta perigosa, o velho ouve ele gritando “Huh!” pro lobo mau, aí ouve-se a batida da porta. O pequeno volta rapidamente pro vovô antes que o lobo o pegue.

     Ambos descem as escadarias do prédio, rindo felizes porque “assustaram o lobo mau”. O vovô, muito feliz, porque seu neto está aprendendo algo essencial: Coragem é uma virtude treinada, aprendida. A coragem cresce se repetidamente enfrentamos os desafios que querem nos intimidar. Coragem é hábito e precisa ser treinada. Aprende coragem aquele que enfrenta seus medos. Criança pequena precisa da mão do adulto que a leve a enfrentar os seus medos.

Udo Siemens

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Mit Fragen leben

     Wir gönnen uns ein paar Tage Urlaub. Jeder packt seinen Koffer. Womit fängt mein Mann an? Mit Büchern. Ein Meter Bücher steht dann im Regal der Ferienwohnung. Klar, dass er nicht alles in den wenigen Tagen lesen wird. Aber das Wissen in ihnen steht zur Verfügung. Es ist griffbereit. Zum Gespräch einladend.

     Eine Bibliothek hat es bei uns immer gegeben. Mit diesem „bei uns“ meine ich jetzt meine beiden „bei uns“: bei uns zu Hause, ich als Kind und bei uns zu Hause, ich als Familienmutter.

    Bei uns „ich als Kind“ hatte mein Vater immer sein Studierzimmer. Ich kenne ihn nur als Studierender und Lernender. Meine ersten Erinnerungen reichen in mein drittes Lebensjahr, als wir vom Chaco nach Buenos Aires zogen, wo mein Vater das Theologische Seminar besuchte. Danach in Curitiba war er Lehrer an der Bibelschule. Aber sein Wissensdurst war noch längst nicht gestillt. Er machte auf der Universität das Philosophie-Studium. Später, ich war schon verheiratet, holte er sich in Recife mit viel Mühe den Magistertitel in Theologie, 56 Busstunden entfernt.

Irmgard über ihren Vater: "Dieses Bild zeigt Vater als er noch viele Fragen hatte."

Gredel, Jacob und Irmgard, Colônia Nova, Bibelschüler.

Irmgard: "Da hatte er schon Antworten trotz vieler Fragen.

Im Jahr 1987

     Er hatte so viele Fragen, auf die er unbedingt eine Antwort haben musste. Am Tisch wurde oft über Lerninhalte gesprochen. Wir durften aus der Schule erzählen und Fragen stellen zu den Themen, die dort behandelt wurden. Antworten gab es nach meiner kindlichen Meinung immer. Denn Vater hatte Nachschlagewerke! Und was für welche! Ich kam zum Beispiel mit dem portugiesischen Wort „esquisito“ an, das so viel wie „fremdartig“ bedeutet. Das war uns aber nicht geläufig, denn im Spanischen, das wir zuerst gelernt hatten, bedeutet es so viel wie „ausgezeichnet“. Vater ließ sein Essen stehen und ging zum Bücherregal, zog das Band „E“ aus dem Regal und las uns auf lautem die Erklärung vor. Dabei verklärte sich sein Gesichtsausdruck jedes mal wie „Mensch, da hab ich wieder was dazu gelernt!“

     Später, als sein Philosophiestudium und meine Teenagerjahre aufeinander trafen, erweiterte sich meine Vorstellung von Fragen und Antworten. Ich entdeckte, dass nicht alle Fragen eine einzige Antwort haben. Dass manche Fragen eine nicht eindeutige Antwort haben. Sogar, dass es auf einige Fragen sehr fragwürdige Antworten gab.

     Die größte Hilfeleistung aber, die ich von der Einstellung meines Vaters Fragen gegenüber bekommen habe, ist: Man kann auch mit Fragen leben, auf die es noch keine Antwort gibt. Das heißt: Ich suche nach Antworten, bis ich alle mir zur Verfügung stehenden Quellen ausgeschöpft habe. Und wenn ich dann noch immer keine Antwort gefunden habe, lebe ich eben mit der Frage, ohne deswegen auf Stillstand zu gehen.

     Direkt mit meinen Eltern verbunden ist da die Frage: Warum mussten sie so frühzeitig aus ihrem Wirken in den brasilianischen Gemeinden gerissen werden? Dafür habe ich keine Antwort.

     Aber diese offenen Fragen dürfen mich nicht lähmen, dürfen mich nicht dem Leben und dem Weiterleben verschließen.

     Wenn Antworten zur Verfügung stehen, holen wir sie uns.

Mit einigen Fragen muss man aber leben lernen. Ohne Antworten.

Irmgard August Siemens

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Tem um excepcional

lá em casa

Há muito tempo não tínhamos conversado. Novamente veio esta senhora de uns 45 anos, simpática, muito querida, sempre querendo agradar a todos e não fazer mal a ninguém.

“O seu chefe gosta de você?”

“Como é que o senhor sabe?”

“Você faz o que pode e o que não pode para agradar a todos.”

“Eu tento facilitar a vida das pessoas.”

“Facilitar a vida dos outros e complicar a sua. Como vai o seu casamento?”

“Pois, é. É um problema sem fim. Quando é que meu marido vai fazer a sua parte, um tiquinho que seja?”

“Qual é o problema de seu marido?”

“Por mais que eu me esforce, não consigo entendê-lo.”

“Mas nós já tivemos vários encontros, eu ponderei contigo qual seria o problema de seu marido.”

“O senhor está falando da Síndrome de Asperger? Será que é isso mesmo ou só é má vontade de colaborar?”

“Você tem razão que existe nele uma parcela de má vontade em colaborar. Deve ter acontecido com ele o que é comum quando os pais percebem que seu filho é ‘diferente’, excepcional. Eles o tratam a sete dedos. A consequência? Eles acabam mimando o filho excepcional. Este filho, que como adulto, exatamente por sua excepcionalidade vai ter mais dificuldade na vida, ele acaba sendo mimado. Mimar SEMPRE é fragilizar, tornar a pessoa incompetente para os desafios da vida.”

“Meu marido recebeu em sua casa um tratamento preferencial em relação a seus irmãos, porque os pais perceberam que ele era diferente?”

“Perceberam não de modo consciente, mas de modo inconsciente. Junto com a sua Síndrome de Asperger juntou-se agora a característica de que ‘ele não precisa se ajustar aos outros’, por exemplo, mas os outros precisam se adequar ao que ele quer, como ele quer.”

“Exatamente assim ele é. O senhor está dizendo que os pais o viciaram neste sentido?”

“É provável. Treinaram inclusive seus irmãos a tratá-lo a sete dedos.”

“É isso que acontece hoje em dia. Quando eu falo das complicações aqui em casa, a família dele emudece, todos saem de fininho.”

“Exato. Eles aprenderam a nunca confrontar o irmão excepcional. Assim ele prevalece com suas manias e vontades.”

“Tá, pastor, me relembra então mais uma vez as características de uma pessoa com a Síndrome de Asperger?”

“A Síndrome de Asperger varia de pessoa para pessoa e é influenciada por vários outros fatores como, por exemplo, o temperamento dela. Se a pessoa nasceu com a característica de extrovertida vai ser um Asperger mais falador e com capacidade de comunicação do que a outra pessoa que igualmente tem Asperger, mas nasceu com temperamento introvertido. A que nasceu com o temperamento consciencioso vai ser mais meticulosa, a dominante vai querer mandar, e assim por diante.”

“Mas o que elas têm em comum?”

“Com intensidade variada vamos perceber que elas tendem a ter dificuldade para compreender contextos sociais e as expectativas do seu entorno.”

“Me deixe interrompê-lo: o que é óbvio para mim nos meus relacionamentos sociais, para alguém com a síndrome não é óbvio?”

“Em aspectos de relacionamento social, por exemplo, muita coisa para eles não é óbvia. Deixe-me apresentar mais algumas características: eles têm grande sensibilidade a detalhes, tendem a se apegar a regras, muitas vezes tem uma memória assombrosa, tem uma inteligência superior em algum aspecto, sobretudo os técnicos, científicos. Li que Michelangelo, Isaac Newton, Albert Einstein e Lionel Messi teriam tido esta síndrome. Isto faz com que a pessoa se preocupe pouco se alguém gosta dela, mas dá energia e tempo para ela se concentrar naquilo que ela sabe fazer bem.”

“É distribuído igualmente entre homens e mulheres?”

“Não. Há muitos mais homens com Asperger do que mulheres. Li que, estatisticamente falando, um em cada cinco mil pessoas teria a síndrome. Mas o que eu posso dizer com certeza é que no meio menonita o número é bem maior. Eu diria que um de cada 50 homens menonitas tem a síndrome. Conheci aqui muitas mulheres com esta síndrome.”

“Como eu identifico uma pessoa com esta síndrome?”

“Uma das características que indicam a probabilidade desta síndrome é quando o seu interlocutor não olha nos seus olhos enquanto fala. Conheci certa vez um pastor que ficava olhando para o teto enquanto pregava. Encontrei-me também com uma irmã na fé que, quando frente a frente comigo, fixava seu olhar em minha orelha.”

“Por que isso? Eu achava que meu marido não me olhava nos olhos porque tinha a consciência pesada.”

“Não, não. Através dos olhos fala a emoção. Como eles têm dificuldade para interpretar a mensagem emotiva que vem pelos olhos, eles preferem desviar o olhar. Lembrei de mais uma pessoa com a síndrome: lembra da Susan Boyle, aquela senhora socialmente extremamente desajeitada que apareceu num programa de calouros na Inglaterra e abafou com uma voz perfeita? Li que ela também tem essa síndrome.”

“Ok. O mais importante: o que eu faço agora? Preciso orar mais?”

“Você me lembra uma senhora idosa que encontrei em Londrina, muito piedosa, uma vovó maravilhosa, amada por toda a sua família. Não lembro como chegamos a falar de seu filho mais velho. Cuidadosamente ponderei com ela de que, na minha opinião, ele tem a Síndrome de Asperger. Ela reagiu: ‘Ah, pastor. Eu oro todos os dias para ele tomar uma unção especial do Espírito Santo para ele ficar mais doce!’ Como é que eu iria reagir? Precisava chocá-la: ‘Esquece, irmã! Não tem oração sua que faça mudar o seu filho!’ Ela me olhou espantada ao ver um pastor falar assim. ‘Irmã, seria como se eu orasse para que durante a noite minha careca tivesse se transformada numa cabeça cabeluda! Ou então que a cor de meus olhos mudasse! Ou pra deixar mais claro: Lembra daquele senhor que perdeu a perna num acidente de motocicleta? Seria como se a senhora orasse para que sua perna começasse a crescer novamente!’”

“Como é que ela reagiu?”

“Como a maioria das pessoas as quais tentei fazer ver que um familiar seu tem esta síndrome. A grande, grande maioria não quer nem ouvir falar disso. Parece que para a maioria das pessoas é inaceitável abraçar a ideia de que um familiar seu é excepcional. A pessoa me deixa falar até o final e jamais faz uma pergunta para tentar entender a síndrome ou ter mais elementos para poder comprovar se o seu familiar realmente sofre desta síndrome.”

“É, uma perna que se perdeu num acidente realmente não cresce mais.”

“A síndrome é marca inata, é de nascimento. Vou te passar um whats com o endereço que traz uma série de outras características para você mesma verificar se seu marido tem esta síndrome!”

“Então, mais uma vez: o que eu faço? Não devo orar para ele mudar?”

“Você continua levando seu casamento em oração, inclusive o seu marido, mas NÃO adianta orar para fazer desaparecer a síndrome dele.”

“Tem alguma coisa que é que posso fazer?”

“Exatamente aquilo que você menos gosta de fazer.”

“Ai, pastor, não complica!”

“Confrontar seu marido com suas atitudes inadequadas.”

“Ele fica tão brabo, começa a gritar.”

“Exato. Ele aprendeu que esta estratégia funciona. Ele treinou isso em casa. Fazendo assim, ele pode continuar como está sem precisar mudar. Toda a carga fica pra você.”

“Estou cansando. O senhor não imagina quantas vezes eu já pedi a Deus pra morrer.”

“Acredito. A sua alma está dizendo que a carga está pesada demais. Deixe-me contar um caso que me deixou muito esperançoso: chegou pra mim um homem e me confidenciou que ele tem esta síndrome. Fiquei maravilhado e perguntei como é que ele descobriu. Ele contou que seu filho tinha problemas e quando a psicóloga começou a enumerar as características típicas da síndrome, e ele tinha que concordar que seu filho era assim, constatou que ele também é assim. Pessoas com esta síndrome precisam ser confrontadas com isso.”

“A gente precisa fazê-la entender que é excepcional? Isso é muito chato. Não somos todos até certo ponto excepcionais?”

“Você me diz algo que já ouvi uma vez: Uma mãe ponderou com o marido que seu filho sofria desta síndrome e queria saber com o marido se eles não deveriam fazer algo a este respeito. Aí o marido colocou um pensamento mais ou menos assim: ‘Não vamos atirar nosso filho para dentro da excepcionalidade.’ O que eles esqueceram é que o filho não sabe da sua excepcionalidade, sua esposa um dia terá que lidar com um marido difícil e não saberá porque, seus filhos terão um pai emocionalmente frio, distante e vão sofrer com isso.”

“O senhor acha melhor não deixar a pessoa na ignorância.”

“Eu, Udo, sei das minhas ‘excepcionalidades’, algumas ao menos; algumas positivas e outras negativas. Em diversos momentos, por saber disso, eu consigo administrar isso melhor. Estou convicto que a ignorância não é uma ajuda. O trabalho de confrontar a pessoa é tarefa dos que convivem com ela, normalmente os seus familiares.”

“Eu não sabia disso quando casei com ele.”

“Nunca ninguém sabe com quem está casando, pelo menos não nesse nível de profundidade. Todos somos surpreendidos ao longo do casamento por características inesperadas em nosso cônjuge. Agora, que descobrimos, precisamos enfrentar a questão.”

“É dever meu confrontar meu cônjuge com o fato de que ele sofre da Síndrome de Asperger?”

“E NÃO SE IMPRESSIONAR se ele vai ficar bravo ou até começar a gritar. Ele precisa descobrir que esta estratégia não funciona com você, que você NÃO VAI DEIXAR SE INTIMIDAR com isso.”

“O senhor lembra de mim em oração nos próximos dias? Vou tentar fazer isso.”

Udo Siemens

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MACHT ARBEIT (Kindern) DAS LEBEN SÜSS?

(Als ihr Kind etwa sieben Jahr alt war, wurde Irmgard diese Frage gestellt, die dann zu diesem Text führte)

„Mama, warum muss ich jeden Tag das Geschirr abwaschen?“

„Weil du es für das Leben lernen musst.“

„Aber ich verstehe schon längst abzuwaschen. Und sowieso werde ich einen reichen Mann heiraten und eine Hausangestellte haben, damit ich nicht diese doofe Arbeit machen muss.“

 

Ist unser Latein dann am Ende? Es ist schon richtig, dass wir uns als Eltern überlegen, wie die Zukunft unserer Kinder sein wird. Hätten unsere Mütter es sich träumen lassen, wie praktisch wir es heute mit Tiefkühltruhe (Freezer) und automatischer Waschmaschine haben? Unsere Großmütter wären sich wie Herrschaften vorgekommen, wenn sie elektrischen Strom und fließendes Wasser im Haus hätten!

Wenn unsere Töchter und Söhne sowieso auf die Universität gehen und einen Beruf erlernen, warum sollen sie sich dann mit Spülmittel und Staublappen plagen? Leichter ist es sowieso, wenn wir alles selber machen, statt uns über ihren Widerstand zu ärgern.

„Ja, liebes Kind. Es ist gut möglich, dass du in deinem Haushalt nicht abzuwaschen brauchst. Aber ich sage dir die Gründe, warum ich fest davon überzeugt bin, dass wir dir Gutes tun, wenn wir von dir Mithilfe im Haushalt erwarten.“

  1. Im Haushalt mit anpacken entwickelt Geschicklichkeit. Besonders die Hände werden geübt, korrekte Bewegungen auszuführen. Der Verstand wird auch die ganze Zeit beansprucht: Wo fange ich die Arbeit an? Zu welcher Tageszeit? Wie kann ich mit weniger Anstrengung mehr bewältigen und trotzdem eine gute Arbeit ausführen?

  2. Nicht nur Geschick wird entwickelt, sondern auch Ausdauer. Das erste Mal einen Kuchen backen kann sehr lustig sein. Beim zehnten Mal vielleicht nicht mehr. Und wenn man erwachsen ist, muss man einige Aufgaben ein Leben lang machen.

  3. Je älter du wirst, mein Kind, desto kompletter musst du eine Aufgabe verrichten können. Zum Beispiel beim Kuchen backen: Erst das Rezept aussuchen, dann den Teig zubereiten; beim Backen nicht den Überblick verlieren und, wenn du denkst, dass du alles geschafft hast, kommt noch das Küche-Aufräumen.

  4. Die Verantwortung muss auch wachsen. Je älter du wirst, desto selbständiger musst du werden. Mama wird nicht ewig hinter dir stehen und dich an all die kleinen Dinge erinnern, die du jetzt noch vergisst. Ein Erwachsener muss aus eigenem Antrieb eine Aufgabe vollständig ausführen können.

  5. Geteilte Aufgaben machen das Leben aller Hausbewohner leichter. Wenn jeder etwas macht, muss nicht einer alles machen – was dann meistens an der Mutter hängen bleibt. Wenn jeder etwas macht, hat Mama auch freie Zeit für sich, für die Familie oder für eine Aufgabe außer Haus, die ihr wichtig ist und ihre Gaben beansprucht.

TIPP     Ein gemeinsam ausgearbeiteter Arbeitsplan (je nach Alter monatlich oder jährlich neu aufstellen!) an die Küchentür kleben. Spart viele Nerven, besonders bei diskutierfreudigen Kindern, wie es die meinen sind.

Lebenstüchtige Menschen sind es geworden, weil sie Schritt für Schritt angeleitet wurden, mit zunehmendem Alter Aufgaben zu übernehmen und das auch zu verantworten.

Dieses Wachsen in die Arbeit fängt schon beim Säugling an, das sich mit Anstrengung die Nahrung einsaugt. Nicht zu große Sauglöcher in die Milchflasche machen! Wenn das Kind etwas älter wird, kann es kleine Aufgaben übernehmen, wie zum Beispiel den Tisch decken und das Spielzeug aufräumen.

An das Alter angepasste „Arbeit“ stärkt die Muskeln des Körpers und des Willens. Überforderung, wie es unsere Vorfahren in schweren Zeiten erlebten, ist in unseren Kreisen heute kaum wahrscheinlich. Eher laufen wir Gefahr, durch Unterforderung unsere Kinder zu lebensuntüchtigen Menschen zu machen.

Lassen wir uns durch ihr Nörgeln nicht mutlos machen. Mit ehrlichen Gesprächen über den Sinn der Arbeit im Leben des Menschen und mit unserem Durchhalten im Erziehen zur Arbeit machen wir unseren Kindern das Leben reicher. Sie werden lernen, dass uns eine abgeschlossene Aufgabe mit Freude und Befriedigung belohnt.

„Ein Mensch, der ausdauernd arbeiten kann, zeigt, dass er eine gewisse seelische Stärke hat, die sich auch in vielen anderen Bereichen des Lebens fruchtbar erweist.“ (Christa Mewes in „Freiheit will gelernt sein“)

Irmgard August Siemens

8.5.1995

      Bibel und Pflug

Jetzt lernen ihre Enkelinnen (Melanie und Nicole), dass Arbeit das Leben süss macht.

Devo continuar casado?

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Não foi durante uma sessão de aconselhamento, foi num encontro casual, que ele me abordou. Por já nos conhecermos há muito tempo, ele me chamou a parte e se queixou:

    “Pastor, você consegue imaginar o que é aguentar um casamento em que a mulher é totalmente indiferente? Você sabe o que é não receber um único carinho anos a fio? Minha esposa é gelada para comigo, pastor. Já esqueci o dia em que ele me tocou pela última vez. Vive ao meu lado, quer a minha colaboração no dia-a-dia, mas evita toda proximidade comigo como se eu tivesse alguma doença contagiosa. Vai dormir sem dizer boa noite, levanta de manhã sem um bom dia. É quase como se eu estivesse casado com um objeto inanimado.”

    “ Ela é assim com todas as pessoas?”

    “Não. Com os netos ela se desmancha. E eles são apaixonados pela avó. Como é linda a relação deles com minha esposa! Eles imploram para poder vir dormir lá em casa. Correm ao encontro dela quando chegamos à casa do filho.”

    “É só com você que ela é gelada assim?”

   “Bem, por natureza ela não é do tipo caloroso. Eu sou mais de tocar em outros, de querer contato físico. Mas ela é muito correta e gentil com outras pessoas.”

   “Ela falta com gentileza para contigo? Ela é rude quando fala com você?”

   “Não sei se rude é a palavra certa. Mas ela é seca comigo, não tem calor para comigo. Esfriou.”

   “Você já tentou ‘esquentar’ o relacionamento? Você já abordou isso com ela alguma vez?”

   “Sim.”

   “E o que ela disse?”

   “Que tinha deixado de gostar de mim. Tinha se decepcionado comigo e não conseguia mais gostar de mim.”

   “Você fez alguma coisa para que isso acontecesse? Você a traiu?”

   “Não, pastor, não. Eu fui fiel. Sempre. Essas coisas eu deixo passar longe de mim.”

   “Teve algum outro fato talvez menos grave?”

   “Ah, pastor, sempre tem, né? Dá pra ficar casado sem cometer alguma gafe? Sem dar alguma bola fora? Sem dizer alguma bobagem? Acho que isso acontece com todos, né?”

   “Da parte dela também, não é?”

   “Com certeza. Apesar de que ela é do tipo certinho que no dia-a-dia não erra muito, não. Não deixa as coisas cair no chão como eu, não esquece de pagar uma conta e assim por diante. Mas eu poderia alistar erros e prejuízos da parte dela.”

   “Entendo. São as diferenças normais entre casais em que um erra num aspecto o outro em outra área; alguns erram mais os outros parecem errar menos.”

   “Pois é, pastor, vejo que o senhor está me entendendo. Então me diz: dá pra ficar casado desse jeito?”

  “Dá!”

Achei que uma resposta curta e breve pudesse causar um impacto maior neste irmão atribulado por uma tristeza tão grande. Ele me olhou espantado:

   “De que jeito? Eu não entendo.”

Permaneci calado porque eu vi que a questão o estava revolvendo intensamente.

   “O senhor quer que eu fique ao lado de um bloco de gelo o resto da minha vida?”

    O que eu quero ou não quero é de pouca importância, irmão. Não são as minhas ideias e convicções que devam guiá-lo em seu casamento.”

    Depois de uma pausa completei: “Você se lembra das suas núpcias? De como você prometeu que iria ficar com ela tanto nos dias de bonança como nos dias de tempestade?”

   “Mas era diferente. A gente se amava.”

   “Você interpretou aquele juramento de que precisaria suportar a tal da tempestade futura somente enquanto tivesse o carinho dela?”

   “Mas de que outro jeito entender isso?”

   “Biblicamente. De que a tempestade poderia ter a forma de ela deixar de gostar de você e continuar ao teu lado indiferente a você.”

   “Pah! Essa não! Nunca, nunca imaginei uma coisa dessas!”

   “E como pastor posso te confidenciar que eu já tentei dizer isso em muitos cursos de noivo e não lembro de nenhum casal que tenha ‘escutado’ isso. Naquele momento os ouvidos dos noivos simplesmente estão trancados para qualquer informação deste tipo.”

   “Pra só mais tarde acordar?”

   “Nós dois, que agora temos algumas décadas de casamento, poderíamos sentar perante um casal de noivos e tentar lhes explicar este nosso papo. Se insistíssemos muito iriam embora achando-nos simplesmente dois velhos chatos e frustrados.”

   “Mas, pastor, então têm mais casais assim?”

   “Claro. Você não faz ideia a quantidade de casais em que o casamento esfria irremediavelmente.”

   “Tá, e não dá pra fazer nada?”

   “Veja, falando biblicamente, esfria o afeto, normalmente mais na parte de um dos cônjuges, esfria a emoção, esfria o gostar. O amor pode até aumentar.”

   “Lamento, pastor, tenho muitos anos de igreja, mas nunca entendi este ‘amor’.”

   “Em nosso papo todo você está o tempo inteiro se referindo à falta de afeto, carinho e calor que sua esposa não ‘dá’ a você.”

   “Exato.”

   “Mas amor bíblico nunca, nunca, nunca se refere àquilo que o outro me ‘dá’. Se eu amo biblicamente eu não sou uma pessoa que está á espera daquilo que outros podem me dar.”

   “Mas?”

   “O amor bíblico, inspirado no modelo de Jesus, está centrado naquilo que eu dou aos outros. Se o amor de Deus me inspira então não estou na expectativa daquilo que minha esposa vai me dar, mas eu busco forças em Deus para eu ser cada vez mais aquele que distribui carinho, atenção, cuidado, gentileza, delicadeza SEM ESPERAR QUALQUER COISA EM TROCA.”

   “Foi este amor que eu prometi no dia do meu casamento?”

   “Maridos, amai vossas esposas, não é? Foi este amor abnegado, desinteressado em qualquer vantagem pessoal que você jurou. E se ajoelhou a seguir para mostrar como era sério o seu juramento.”

   “Então eu não sabia o que estava prometendo.”

   “Nenhum casal sabe o que está prometendo quando faz aquele juramento. Só a vida para fazer a gente ir entendendo aquele juramento.”

   “Mas isto é muito difícil!”

   “Mas não impossível. Com certeza só é possível se você aprofundar a sua conexão com Deus e com sua Palavra. Com as próprias forças você tem pouca gente de vencer este desafio.”

Udo Siemens

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Nichts geht über die Liebe

     Wenn ich die Sprache beherrschen würde und wunderbare Vorträge halten könnte, und sogar die Sprache des Computers kennte und darin fehlerlose Artikel schreiben könnte,

aber ich hätte keine Liebe in den Worten an meine Mitmenschen -,

dann wäre ich doch nur ein plärrendes Radio,

nicht mehr als eine lärmende Straßenbaumaschine.

     Auch wenn ich sehr intelligent wäre und den Doktortitel erreichen würde

und hätte die Fähigkeit, vor Wissenschaftlern meine Theorie zu verteidigen,

aber ich wäre meinem Kind gegenüber lieblos

und würde ihm nicht die Wunder der Welt erklären -,

dann hätte das alles keinen Wert.

    Und wenn ich ein perfektes Menü aufstellen würde,

und meine Küche wäre blitzblank sauber,

und nie würde sich ein schmutziger Teller herumstehen,

aber ich würde sauer sein, wenn mein Mann mit seinen Straßenschuhen über den frisch gewischten Fussboden läuft,

dann würde meine innere Unordnung die äußere Ordnung beschmutzen.

     Und wenn ich Feuer und Flamme für die Mission wäre,

und opferte viel Zeit und Energie,

aber ich hätte kein Verständnis für die Andersartigkeit des Nächsten in der Gemeinde -

dann wäre es alles umsonst.

     Wer liebt, ist geduldig und gütig mit den Alten, deren Kräfte nachlassen.

    Wer liebt, der ereifert sich nicht und lässt den anderen zu Wort kommen.

    Wer liebt, prahlt nicht mit seinem Können und fordert nicht Anerkennung für jede kleine Dienstleistung.

     Wer liebt, erzählt nicht taktlos weiter, wenn dem anderen ein Patzer unterlaufen ist.

     Wer liebt, sucht nicht den eigenen Vorteil beim Verteilen der Erbschaft.

     Wer liebt, lässt sich nicht zum Zorn erregen, auch wenn die Schwiegermutter sich schon wieder eingemischt hat.

     Wer liebt, der trägt es dem Ehemann nicht nach, wenn er den Hochzeitstag vergisst.

     Wer liebt, denkt nicht: „Nur gut, dass es auch dem passiert. Dann hält er nächstes Mal die Klappe.“

    Wer liebt, der gibt auch nicht die nervöse Nachbarin auf, ihr tägliches Geschrei mit den Kindern erträgt sie mit groβer Geduld.

    Niemals wird die Liebe vergehen.

    Menschliche Anstrengung und menschliche Geduld haben ein Ende,

aber die Liebe, die aus Gottes Herzen in unser Herz ausgegossen wird, hört niemals auf – wenn wir darum bitten und nach seinen Anweisungen leben.

Irmgard August Siemens

27.3.1995

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