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Uma vida, muitas histórias.

 

Em 25 de dezembro de 1924 nascia no sul da Rússia, em Slavgorod – Krai da Altai, em meio a um frio congelante, Catarina Penner (filha de Abram e Elisabeth Penner). Com seus pais e os 8 irmãos, viveu em uma colônia menonita naquele país até que, em decorrência dos reflexos ainda da primeira guerra mundial e da revolução de bolchevique, sua família e outras milhares de pessoas tiveram que procurar uma forma de deixar a Rússia, em razão da constante perseguição, principalmente religiosa.

       A família de Catarina, ela já contava com 6 anos, não teve a mesma sorte que muitos do grupo menonita tiveram, e não receberam a autorização do governo para sair da Rússia, o que os impedia de passar legalmente pelo tão desejado e conhecido “Portão Vermelho”. Isso fez a sua família, como muitas outras, pensar em fugir em outra direção, na calada da noite, o que daria a eles novamente a liberdade que não lhes pertencia mais.

        Em meio a constantes lutas e desafios, enquanto sofriam abalos com a atuação nada republicana do governo Russo, este que determinava aos soldados a invasão de casas, a retirada dos chefes de família de seus lares e a consequente prática dos mais frios, brutais e desumanos assassinatos contra as pessoas da comunidade, havia uma escolha a ser feita: continuar sofrendo ou fugir. Assim, se iniciou a fuga e, no dia 16 de dezembro de 1930, efetivamente fugiram ao atravessar da Rússia para a China, pelo rio Amur que estava congelado.

       A chegada na China, durante um frio congelante, trazia consigo um alívio. O alívio de terem, como grupo, conseguido deixar a Rússia e ainda estarem vivos. O que ao certo os esperava ninguém sabia, mas o mais importante naquele momento e o que os mantinha esperançosos é que Deus havia os guiado e acompanhado em todo o trajeto, desde o início do plano de fuga até a chegada no país de destino.

       Em Harbin, na China, ficaram refugiados por pouco mais de 2 anos e, quando Catarina contava com 9 anos, mais uma vez se iniciava uma mudança, agora para o Brasil. Um país desconhecido; uma língua totalmente estranha.

      Dessa forma os recém-chegados imigrantes juntaram-se aos demais menonitas que já tinham se instalado no Vale do Rio Krauel em Santa Catarina, onde se iniciava a estabilização de uma vida que vinha sendo tão conturbada.

No Vale do Rio Krauel Catarina passou sua infância, adolescência e Juventude, período em que também se aproximou muito de Jesus Cristo e O aceitou como único Salvador, deixando-se batizar nas águas, passando a pertencer à Igreja Evangélica Irmãos Menonitas.

          No ano de 1946, aos 21 anos, ela se casou com Johann Hubert (filho de Wilhelm e Helena Hubert), tornando-se logo após mãe, quando nasceram, ainda em Santa Catarina, as filhas Elisabeth Hubert (Esau) e Helena Hubert (Esau).

          Depois de muito trabalho, dedicação e empenho na construção da família que se iniciava, e após tantas mudanças que já tinham enfrentado, nossa mãe mudou-se com sua família para Bagé, no Rio Grande do Sul, em 1950.

          Essa mudança, que também ocorreu com muitas outras famílias que residiam em Santa Catarina foi para buscar uma melhor condição de vida e aproveitar uma chance que havia surgido para o povo menonita trabalhar novamente em uma terra que era muito parecida com aquela que eles tinham na Rússia. Isso fez com que esses imigrantes optassem por tentar iniciar novamente uma nova vida e se estabelecessem no lugar onde foi criada, e até hoje está, a Colônia Nova.

          Trilhar novos caminhos foi necessário. Somente o que se mantinha igual em todas essas viagens, em todas as fugas e as novas instalações era a união, o trabalho e a fé em Deus, esta última, sempre em primeiro lugar. Esses ‘nortes’ formaram o lema da nova comunidade recém instalada no Sul do Brasil.

          Não diferente de todos os outros, que com coragem optaram por iniciar mais uma vez do zero, a mãe se dedicou junto à família, por toda a sua vida, ao desempenho da atividade rural.

          Às duas filhas que trouxeram consigo de Santa Catarina se somaram, já em Bagé, outros 3 filhos: Villie Hubert, Harry Hubert e Helga Hubert (Ott).

          Sendo o lema da comunidade “Fé em Deus, Trabalho e União”, nossa mãe participava ativamente das atividades desenvolvidas pela comunidade e também pela Igreja. O trabalho na cozinha nas festas comunitárias, o acolhimento de visitas e a participação no coral da igreja sempre foram algo muito presente em sua vida.

          Com certeza, essas coisas e as muitas bênçãos de Deus, ajudaram a mãe a vencer esses tão difíceis anos que foram necessários para construir, a partir do nada, uma nova vida.

          Os filhos cresceram, casaram e lhe deram netos. Já após todos terem saído de casa e constituído suas próprias famílias, nossos pais puderam construir uma casa nova planejando o envelhecimento e a diminuição da intensidade do trabalho que vinham desempenhando desde que ainda estavam em Santa Catarina, este que também já era pesado para eles.

          Com a partida precoce de nosso pai, Johann, em 1998, a mãe ficou viúva e passou a residir sozinha. O trabalho já era bem menor, a união da comunidade pertencia à nova geração, restando-lhe viva e muito acesa, a fé que tinha em Deus.

          Apesar de ter ficado sozinha era sempre corajosa e determinada. Gostava de ter o controle em suas mãos e manter tudo debaixo de seus olhos. Legalizou sua condução de veículos aos 73 anos ao tirar sua Carteira de Habilitação, enquanto falava praticamente nada de português.  Determinada, corajosa e agora com a devida permissão para dirigir, ninguém a segurava. Passeava na comunidade, frequentava os cultos na igreja, participava da reunião das senhoras e depois dos idosos. Visitava sozinha os filhos e os netos, pois era e acreditava, sempre decididamente, ser independente.

       Nossa mãe não tinha limitações físicas que lhe impediam de morar sozinha e fazer tudo aquilo que queria e precisava, até mesmo pular para dentro de casa pela janela do quarto quando, em uma oportunidade, saiu para o pátio e trancou a chave pelo lado de dentro.

      Sua saúde invejável, sua postura ereta e controlada foram, lentamente, diminuindo nos últimos anos, estes que não foram muito fáceis. O que se mantinha intacto, por outro lado, era a sua vontade de ajudar o próximo e a sua mente, o seu pensamento. O primeiro porque ela tinha sofrido na pele muitas dificuldades por toda a sua vida, assim sabia o que representava o pouco na vida de quem não tinha nada. O segundo, pois recordava sua trajetória pela Rússia e pela China, mesmo tendo vivido por lá com tão pouca idade, com uma riqueza ímpar de detalhes, contando também do surgimento da segunda guerra mundial quando já estavam no Brasil, sendo-lhes proibida até a comunicação na língua que conheciam e sabiam falar – alemã. 

      As constantes idas para a igreja, encontro de senhoras e de idosos foram lentamente diminuindo, mas o exercício cerebral era muito desempenhado quando ela, por saber muitas músicas cristãs de cor, as cantava, mesmo estando sozinha em casa e, nas tardes de domingo, quando fazia algo que sabia fazer como ninguém: jogar cartas. “Elfer raus” e “Trumpf” eram seus jogos favoritos.

     Tudo isso foi se apagando juntamente com sua mobilidade. Morar sozinha o tempo todo já não era mais possível. Uma acompanhante a noite, mais tarde, também já não foi mais suficiente.

Acometida por um acidente celebral vascular no primeiro dia do ano de 2019, foram 16 meses em que nossa mãe teve altos e baixos. Acamada e sendo alimentada por sonda, mudamos a maneira dela viver e a nossa também. Estivemos sempre cientes que a mãe iria, alguma hora, e provavelmente em breve, partir. Nos preparamos. Nada mais nos era possível fazer, além de proporcionar a ela o nosso amor e a nossa dedicação, em retribuição talvez, daquilo que ela sempre havia despendido à família e à comunidade.

    No dia do seu aniversário de 94 anos, ainda antes de ingressar em estado comatoso, enquanto esperava a família chegar para a festa comemorativa, esta que se confundia com o Natal, sua última decisão “impositiva” foi a escolha da roupa que queria vestir para recepcionar os convidados. Nós não sabíamos que aquela festa seria o último momento compartilhado com a nossa mãe ainda lúcida, como também não imaginávamos que o coração dela, do qual ela sempre teve um pouco de receio, a manteria em nosso meio por um tempo em que ela pôde completar mais um ano de vida, chegando assim aos 95 anos de idade.

     Nesse tempo de despedida, muitas vezes nos questionamos o que Deus queria ao não leva-la para morar com Ele, algo que ela tanto desejava, mas ao contrário disso, a deixava, com tão pouca saúde, passar os seus últimos momentos assim na Terra. Mesmo inconsciente, ao menos sem demonstrar consciência, nossa mãe – e avó pois os seus netos disso também compartilhavam –, teve momentos de muito amor à sua volta, onde esses familiares se reuniam para cantar as músicas que ela mais gostava e a visitavam com o desejo de que estivesse em paz e sem sofrimento.

     Em cada questionamento sobre o estado de saúde dela, tantas vezes vindo de pessoas que mantinham nossa mãe e a nossa família nas orações, nos era oportunizado um testemunho, afinal, nossa mãe era única. Apesar de difícil, as vezes cansativo e desanimador, nós ainda tínhamos a nossa mãe conosco, mas de uma forma diferente da qual estávamos acostumados: nós permanecíamos ao seu lado e não mais ela do nosso.

      Além de haver esse sentimento de amor ao lado da mãe, o tempo em que ela esteve se preparando para ir para a sua casa celestial, da qual tinha muitas saudades, também nos proporcionou um preparo para sua despedida, necessária e inevitável, pois era a vontade de Deus se cumprindo ao chamar a mãe para casa e declarar cumprida a sua missão aqui na Terra.

      Apesar da dor da entrega, estávamos conscientes que não querer entregar a mãe, seria agir contra a sua vontade. Por tudo isso, estávamos preparados para o dia de sua partida e para deixar que ela fosse, pois sabíamos que iria para o lugar pelo qual lutou a vida toda e segurando a mão de Deus.

    Assim, no dia 2 de maio de 2020, pouco depois das 20 horas, nossa mãe respirou fundo pela última vez, suspirou e descansou.

     Entre as tantas visitas que fizemos a ela, e de tantos momentos que compartilhamos em família, ficarão em nossa memória, e como exemplo, os sempre gestos de carinho para com os outros, o trabalho árduo e contínuo, e a sua fé em Deus.

     Catarina Penner Hubert faleceu aos 95 anos, 4 meses e 7 dias, deixando 3 filhas e 2 filhos com cônjuges, 14 netos, 21 bisnetos e 2 trinetos. Ainda, 2 cunhadas e muitos parentes.

 

Helga Hubert Ott,

em nome da família.

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