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Lebensläufe

 

insofern sie eingereicht wurden

Biografia do meu grande herói,

nosso pai, David Ernest Kroker

(Valdemar Kroker com Werner Kroker e Hari Kroker, em nome da família)

(Continuação)

     Quando ele tinha seis anos, sua família se mudou para Curitiba, estabelecendo-se no bairro Xaxim, tornando-se vizinhos de uma família do mesmo grupo de alemães russos que tinha vindo da União Soviética e tinha se mudado de SC para Curitiba um pouco antes, a família Dück, na qual Erna, nossa mãe, da mesma faixa de idade do pai, era a quarta filha de seis. 

     As duas famílias eram muito tementes a Deus e ativas na igreja. Assim, pai e mãe, desde a infância, não só ouviram a Palavra de Deus sendo falada e ensinada, mas principalmente a viram demonstrada e vivida de forma muito coerente e intensa. Ainda jovem, David aceitou e declarou Jesus como seu Salvador e Senhor. Tomou essa decisão junto com seu pai, e foi batizado na Igreja Irmãos Menonitas do Boqueirão.

    David e Erna desde cedo ajudaram no trabalho da família, que incluía a ordenha e cuidado das vacas. E, sendo vizinhos desde os seis anos, a partir de certa época, sempre que soltavam as vacas da estrebaria para levá-las ao pasto no fundo da chácara, coincidentemente se encontravam, tanto que o tio (da mãe, Peter Rahn, um outro vizinho) achava interessante que as vacas das duas famílias eram levadas ao pasto no mesmo horário. E certamente não pensou: “Tá rolando um clima aí”, mas foi algo nessa linha.

     E era mesmo. Eles casaram no dia 1º de outubro de 1955. Como era costume, a cerimônia religiosa de casamento foi realizada à tarde desse sábado e já em seguida todos participaram de um café pra lá de colonial, refeição festiva típica de casamentos da época. E a família toda, inclusive os noivos, precisou ajudar na limpeza e lavação de louça e tolhas de mesa depois do café. Não, os pombinhos não saíram de viagem pra lua de mel logo em seguida.

    Cada um foi dormir na casa dos respectivos pais mais uma vez. Aí no domingo, além de culto normal na igreja pela manhã, ainda havia uma assembleia na igreja, à qual membros fiéis como eles não faltariam. Depois voltaram para a casa dos pais para mais uma noite.

     E para aumentar ainda mais a espera, a segunda-feira, 3 de outubro, era dia de eleições nacionais (Juscelino Kubitschek seria eleito presidente), e eles, como cidadãos muito responsáveis, foram votar.

    Só depois de obrigações religiosas e civis cumpridas, iniciaram a sua viagem de lua de mel — que, admitamos, hoje não daria pra chamar exatamente de uma viagem de lua de mel: cada um pegou as vacas que tinha ganhado de presente de casamento de seus respectivos pais e fizeram, juntos (com as vacas), a caminhada de 700 metros até sua nova casa e chácara pra estabelecer ali o seu ganha-pão, sua leiteria. Casa e estrebaria eram uma construção só, mas com separação bem marcada.

     Desse casamento nascemos nós, três filhos, Valdemar (63, casado com Simone), Werner (60, casado com Gisela) e Hari (58, casado com Conny).

    Cada um dos três filhos teve também três filhos, e os pais receberam com muita alegria e orgulho os seus nove netos:

    Valdemar e Simone: Daniel, Rebeca e Priscila;

    Werner e Gisela: Beatriz, André e Jéssica;

    Hari e Conny: Evelyn, Lilian e Harley.

    Hoje já são 4 netas casadas, cada uma com dois filhos, dando ao pai e avô e então bisavô a alegria e o privilégio de conhecer 8 bisnetos:

    De Valdemar e Simone, Rebeca casada com Ciro de Andrade têm Joshua e Nathalie;

    De Werner e Gisela, Beatriz casada com Guilherme Karsten têm Lucca e Vicente;

    De Hari e Conny, Evelyn casada com Thiago Alves têm Rafaela e Marina; e Lilian casada com Fabiano Warkentin têm Leonardo e Samuel.

    E Priscila, filha de Valdemar e Simone, está noiva de Roberto Sprengel.

    A família David e Erna Kroker ainda teve um abençoado acréscimo quando nós três filhos já éramos jovens. Ganhamos mais um irmão, ou melhor, um casal de irmãos. Walter e Christa Feckinghaus vieram da Alemanha como missionários da Igreja Evangélica Livre e foram logo adotados pelos pais e, por óbvio, quando vieram os filhos (Mánoel, casado com Andressa; Marcelo, casado com Carol; e Silvano [já com o Senhor]), foram logo recebidos como netos também, bem como seus filhos, ou seja, isso significou mais cinco bisnetos para David e Erna. Desde então, fazem parte da família, tendo sido visitados pelos pais em praticamente todas as cidades em que pastorearam igrejas aqui no Brasil, e estreitaram ainda mais o relacionamento quando se estabeleceram em Curitiba em virtude do ministério do Walter na Editora Esperança. Sempre tem sido uma alegria enorme recebê-los nas festas em família de Natal e Páscoa e outros muitos encontros festivos.

     O sustento da família David e Erna Kroker durante muitos anos veio da leiteria, tendo como clientes ilustres, entre outros, a família do prefeito Jaime Lerner e a Confeitaria Schaffer no centro de Curitiba. Ah, que coisa deliciosa era ir junto com o pai, ainda como menino pequeno, entregar o leite e ainda ter tempo pra sentar e comer um saboroso pastel com ele.

    Ele também trabalhou alguns anos de motorista de ônibus escolar e também na fábrica de compensados do tio Abram Fröse. Depois, durante a maior parte da vida adulta, foi motorista de seu caminhão caçamba na entrega de areia e pedra para a construção em Curitiba. Mamãe recebia as ligações dos pedidos, anotava, passava pra ele na hora do almoço ou à noite e ele buscava a carga no areal ou na pedreira e entregava no endereço certo. Nunca usou um guia de Curitiba pra achar um endereço. (Usar GPS ou GoogleMaps, então, pra ele seria coisa de fracos.)

    Muitas são as lembranças especiais que guardamos do pai David. Óbvio para todos era seu compromisso inabalável com Deus e o seu reino, vivido intensamente, antes de tudo, na vida diária em família (todas as manhãs começávamos com leitura de um trecho bíblico, da devocional de um devocionário e com oração com a família reunida à mesa do café da manhã). Mas importantes também foram o envolvimento na igreja local (décadas servindo como diácono e no coro da igreja); o apoio a trabalhos missionários (sempre que possível, faziam visitas a igrejas na região de Curitiba ou mesmo viagens a outros locais para dar apoio a pastores e missionários locais); e o relacionamento de amizade com muitas pessoas à sua volta com o objetivo de demonstrar o amor de Deus.

    A família sempre esteve em primeiro lugar pra ele. Além de muita rotina agradável conduzida com um bom equilíbrio entre firmeza e graça — o que nos dava segurança —, ainda havia tempo pra eventos muito especiais. Entre eles, durante a nossa infância era sagrada uma ida (de 3 dias) por ano para a praia de Matinhos, aqui no Paraná. Que lembranças fantásticas das emocionantes aventuras de viagem pela Serra da Graciosa, da estadia em um hotel pequeno e simples de um senhor alemão, de conhecer a praia, aquele mar sem fim — e ele dizia que era pra olhar bem lá longe pra ver se a gente conseguia enxergar a África.

    E, sim, como não lembrar da Gasosa Cini que era comprada para o dia do aniversário de cada filho (único refrigerante que apareceu na nossa mesa na nossa infância, e só no dia do aniversário) pra compartilhar com os amigos. E ele nos levava na própria fábrica e comprava um engradado (talvez de 12 garrafas, não tenho certeza). E também havia os passeios para o Lago Azul ou então o Parque Verde aqui perto. Ah, sim, e também nos levava ao Passeio Público pra ver os perigosos animais enjaulados no que na época era o zoológico de Curitiba.

    E ainda teve tempo e energia e condições, junto com a mamãe, pra muitas outras pessoas, principalmente coração e bolso abertos para os mais necessitados.

    Sua oração era marcada especialmente por dois motivos:

(1) louvor a Deus e gratidão a Jesus pelo que fez por ele. Há alguns meses, eu estava passando creme na pele ressecada da perna dele e ele começou a cantar uma música sobre o céu (em alemão; 5 estrofes — ele só esqueceu uma). E quando terminou, disse: “Eu quero chegar no céu, e eu quero agradecer tanto a Jesus por tudo o que ele fez por mim”.

(2) A intercessão por muitas pessoas, a começar pela família (esposa, filhos, netos e bisnetos por nome, claro), e depois continuando com uma grande lista de outras pessoas, entre as quais muitas que ainda não tinham tido o seu encontro pessoal com o Senhor Jesus.

    Era patente também o seu coração de evangelista: não importava se era médico ou pessoa da limpeza do consultório, frentista do posto ou proprietário, o lema dele era “Não podemos deixar de falar do que vimos e ouvimos”, citando os apóstolos em Atos.

    Outra marca muito lembrada nestes últimos dias por muitos era o seu carinho pelas pessoas. Impossível esquecer o bolso de balinhas (de iogurte), tão frequente nos comentários das crianças (já crescidas) nas redes esses dias. Alguém até disse que quando chegarmos lá já vamos encontrar o “seu Davi nos esperando no céu...talvez com algumas balas no bolso”. Pois é bom ele ir enchendo bem esses bolsos.

    Além das muitas “crianças” abençoadas com balinhas, muitos foram os convidados para um café em casa, outros disseram: “Seus pais me acolheram sem me conhecer”, um outro ainda concluiu: “Seu pai me impressionou por ser um cristão que vivia sua fé. Para ele era mais importante mostrar ser cristão na prática do que tentar mudar os outros”. Outro ainda se sentiu aceito mesmo aparecendo na igreja com um cabelão diferente e colorido (e ele disse que gostou do cabelo).

    Sim, não é só uma “antiga história de amor e carinho por tudo que ele fez por minha mãe e por mim” que está sendo lembrada nestes dias, para a glória de Deus.

    E como ele fazia as pessoas se sentirem especiais quando dizia: “Agora que te vi me sinto melhor”.

    Ainda, que relação preciosa e íntima tinha com a música! Nos últimos tempos dizia todas as vezes que eu estava com ele: “Eu vou cantar enquanto eu viver”. E tinha uma habilidade especial pra cantar músicas ou então citar versículos bíblicos para as mais diversas ocasiões. Era um grande cantor, com um vozeirão invejável aos 87 anos, e tinha música pra tudo, desde a música do “cavalo zaino” para os netos, passando pela “Encosta a tua cabecinha no meu ombro e chora” (e aí ele carregava no “Quem chora no meu ombro eu juro que não vai embora, que não vai embora, porque gosta de mim”, ou então a música da Jardineira (“O jardineira, por que estás tão triste”).

    Mas o que mais nos marcou na questão das músicas e de trechos bíblicos eram as conexões imediatas de situações do dia a dia, de alguma conversa ou uma necessidade de alguém, que ele conseguia fazer com músicas (ou versículos) que exaltam verdades eternas que simplesmente transbordavam da sua memória. Bastava encorajá-lo com “Força, você consegue levantar”, e ele já cantava ou recitava: “Sê forte e corajoso e conquiste a terra....” — e levantava. Se alguém mencionava Jesus, então, isso trazia à memória e aos lábios dele várias músicas. E quando no ano passado a mamãe ficou muitos dias internada no hospital e ele ficou em casa sozinho, perguntei se não tinha medo de dormir em casa sozinho. Não levou um segundo pra ele começar a cantar: “Meu Deus e eu andamos sempre juntos”, na versão em alemão. E quando depois de uma visita na casa íamos embora e a mamãe dizia: “Que pena, então agora estamos sozinhos [‘allein’] de novo”, ele invariavelmente engatava com a música: “Nein, niemals allein, nein niemals allein”. Ele não ficava sozinho nunca. E se alguma pergunta estava relacionada a alguma possível preocupação por algum motivo, ele tinha a solução, também cantada: “Er weiss ja um alles, mehr brauch ich nicht” [Ele sabe de tudo; não preciso de mais nada].

    Sua compaixão e paciência são também devidamente lembradas pelo irmão Werner. Aqui está seu testemunho:

   “Eu teria muitas coisas para contar do pai, mas uma situação marcou-me por toda a vida. No tempo de caminhoneiro do pai, eu o ajudava às vezes enquanto era estudante de faculdade e seminário. Tinha em torno de 20 anos de idade. Numa bela manhã, bela não sei, estava escuro ainda. Sim saí cedo para mais algumas entregas de areia. Era importante ser um dos primeiros na fila de carregamento no areal. Mas, logo nos primeiros minutos após a saída sofri um acidente com o caminhão. Tombei numa grande vala das obras de duplicação da BR 116. Um grande estrago. Prejuízo para consertar e prejuízo ao não poder trabalhar. Depois de umas duas semanas o caminhão ficou pronto e era hora de recuperar o prejuízo. Para minha surpresa, meu pai pediu-me para fazer entregas de novo. Pensei que ele nunca mais me deixaria conduzir seu caminhão. Mas, não, ele logo em seguida me reconduziu ao trabalho. Isso, claro, foi muito importante para retomar minha autoconfiança e, lógico, autoestima também.”

    Outra marca que sobressaía era sua gratidão, descrita aqui pelo irmão Hari:

“A última lembrança que vai ficar do Pai é um ‘obrigado’, ‘muito obrigado’ na última vez que falou comigo em vida, após eu massagear um VICK no pescoço dele e ele poder respirar melhor e assim finalmente dormir um pouco naquela última noite ao lado de sua amada, para só acordar lá no céu e poder cantar face a face para aquele que ele amava e cantava sempre louvores.

    A gratidão estava presente nos pequenos gestos que fazíamos para ele, ajudando colocar uma meia, empurrando ele mais pra cima da cama, puxando a coberta.

    Que possamos aprender a agradecer pelos pequenos gestos e também as grandes bênçãos de Deus em nossas vidas!!!”

     Os pais ainda puderam celebrar 65 anos de casados, e ainda gravar uma estrofe da música que provavelmente mais cantaram juntos na vida “Se isto não for amor” (que, aliás, ainda abençoou o funcionário da funerária que teve um único encontro com o sr. David, e este já morto. Num encontro alguns dias depois, o funcionário disse ao Hari que essa música, cantada mais uma vez por todos que estavam no funeral, ficou profundamente marcada no seu coração.)

    E os dois ficaram estupefatos de que tanta gente tinha visto e comentado a sua música postada no facebook (difícil entender como tantas pessoas — entre elas muitos parentes— na Alemanha, em Portugal, no Canadá e nos Estados Unidos já tinham visto?).

    Nos últimos meses, grande foi a tristeza dele e da mamãe por não poderem ir aos cultos. E por muitos domingos seguidos “participei” com eles do culto em alemão das 9h de domingo pela transmissão tão fiel da igreja. Mas agora ele foi para o culto na presença de Deus. Isso sim é que dá pra chamar de culto presencial (como disse o Hari). E agora ele não precisa mais perguntar: “Filho, por que os pastores pregam tão pouco sobre o céu?”.

    Entre as últimas palavras da nossa última conversa estavam as da nossa saudação costumeira, quando a gente se encontrava ou sempre que nos falávamos por telefone, todos os dias. No sábado à noite, fiquei muito angustiado ao vê-lo tão aflito por causa da tosse e falta de ar e cheguei perto dele na cama e falei: “Meu pai querido”. Ah, como ele se derretia quando ouvia isso. E ele respondeu: “Meu filho querido”. Ele estendeu a mão, procurando a coberta. Tínhamos aberto bem a janela pra facilitar a sua respiração, mas ele estava com frio. Eu o cobri. E fiz carinho no seu braço, nas pernas e nas costas (ah, como ele gostava quando a gente coçava as suas costas). E fiz ali uma súplica a Deus.

     Decidimos que o Hari dormiria com eles aquela noite e eu a noite seguinte.

     Algumas horas depois, domingo cedo, chorei aos soluços descontrolados (e com o abraço da Simone) ao telefone com o Hari quando ele me ligou e disse: “Eu acho que o pai foi embora”. Quando cheguei, o corpo ainda estava quente, mas ele já estava cantando na presença daquele o criou, o salvou e a quem sempre amou e serviu com tanta alegria e dedicação.

     O “seu” (meu, nosso) David tornou fácil colocar em prática o que o apóstolo Pedro recomendou aos seus leitores que fizessem depois de ele deixar a tenda (barraca) temporária deste corpo que vira pó, mesmo depois de 87 anos bem vividos:

    “Eu me empenharei para que, também depois da minha partida, vocês sejam sempre capazes de lembrar-se destas coisas” (2Pe 1.15)

    Sim, papai, vamos lembrar, primeiro com dor, depois com saudades, mas sempre com muita gratidão. E vamos seguir seu conselho, tirado do seu salmo preferido:

    “Bendiga o Senhor a minha alma!

     Não esqueça nenhuma de suas bênçãos!

     É ele que perdoa todos os seus pecados

     e cura todas as suas doenças...” (Sl 103.2,3).

              

     Agora, lá está ele, perdoado sem precisar se preocupar nunca mais em pedir perdão, tendo a eternidade toda pra não esquecer nenhuma das bênçãos e agradecer a Jesus tudo o que fez por ele.

    Infelizmente, em virtude das condições excepcionais desta época de pandemia, não pudemos fazer um culto de despedida na igreja como seria digno. Mesmo assim, muitas pessoas passaram pela capela do cemitério para os cumprimentos e as lágrimas (como ficam realçadas com o uso de máscara!) que tão bem fazem ao nosso coração, principalmente o da mamãe.

    E foi emocionante poder fazer pelo menos um culto breve de despedida, levantar um memorial, ali na capela (a transmissão está no meu facebook), com hinos, reflexão tão apropriada sobre o salmo 34, uma breve biografia e nossos testemunhos de filhos. Obrigado a cada um que veio. Muitos mais gostariam de ter vindo e não puderam. Assim, muito obrigado também às centenas e centenas de expressões de conforto e oração no facebook e nas mensagens pessoais a cada um de nós.

 

Curitiba, 16 de outubro de 2020.

Salmo 73:23 “Contudo, sempre estou contigo;
tomas a minha mão direita e me sustentas”.

     Com pesar comunicamos que faleceu no dia 27 de agosto de 2020, nosso pai, Waldemar Fast, em sua casa, aos 90 anos.

    Ele nasceu 15 de abril de 1930, na Alemanha. Veio para o Brasil em 1931, com seus pais. Morando primeiramente em Santa Catarina e depois Curitiba.

    Em 1954 ele se casou com Alice Friesen e tiveram a benção de estar casados por mais de 65 anos.

    Era pai de Roberto casado com Hannelore Fast e de Helga casada com Henrique Kasdorf. Deixou seus netos Rodney & Johanna Fast e Arno e Marga Fast na Alemanha e Charles Kasdorf no Canada. Também seus bisnetos Ruben, Samuel, Oliver e Marten Fast.

   Era membro da Primeira Igreja Evangélica Irmãos Menonitas do Boqueirão, onde cantava no coral, participava do grupo de estudo bíblico e oração. Também cantava no coral do Esporte Clube Olímpico. Ele amava cantar e tocar a sua gaita de boca.

    Em 2018 fomos como família juntos para Santa Catarina onde pudemos ver os muitos lugares onde viveu e trabalhou. Foi a última vez que estávamos juntos. Foi uma viagem que levaremos conosco em memória.

    Nós, Roberto e Helga, pudemos estar juntos com os pais no final de julho e assim tivemos a oportunidade de estarmos com o pai nas últimas semanas.

    O sepultamento foi dia 28 de agosto com um culto de despedida na Capela do Cemitério Municipal do Boqueirão.

    Agradecemos a todos pelas orações durante o tempo em que ele esteve doente.

    Estamos enlutados, com a certeza de encontrá-lo na glória com nosso Salvador.


A Família

Hoje, 12 de setembro de 2020, já faz duas semanas que você se foi, parece que estou em um terrível pesadelo e que anseio acordar logo para ter você aqui comigo...mas sei que isso não vai acontecer...

Foi tudo tão ligeiro, tantos sonhos e projetos que fazíamos, agora ficam para trás.

Sempre achei que eu iria partir antes que você, porque afinal eu tinha câncer, mas Deus te chamou antes!

Mesmo sabendo que um dia a vida acaba, eu não estava preparada para perder a pessoa que tanto amo, uma pessoa incrível, sempre alegre e divertindo todos a sua volta. Um marido romântico que fazia declarações de amor em público, sempre me trazendo um mimo, um agradinho e flores muitas flores...

Amava estar com a nossa família, seja para compartilhar suas preocupações, suas alegrias ou seus sonhos.

Um pai presente, foi um grande amigo dos guris, um exemplo de pai, esposo e servo de Deus.

Agradeço a Deus pelos 32 anos de casamento que pude experimentar ao teu lado e pelos nossos 3 filhos e noras.

Presente de Deus para alegrar a nossa vida!

 Você se foi, mas ainda te sinto comigo em todos os lugares que eu vou. Te carrego no meu coração e sorrio sozinha sempre que penso em você e lembro de momentos que vivemos.

Como você tinha prazer em estar na casa de Deus e em servi-lo sempre atuando ativamente nas atividades da igreja.

Pela Colônia Pioneira tinha um amor incrível, foi um dos fundadores e idealizadores deste projeto e por um longo período ocupou o cargo de presidente da CAPIL(Cooperativa Agropecuária). Investiu seus esforços e seu tempo em prol do bem da comunidade.

Sua vida, com certeza impactou muitas pessoas.

Não é possível descrever em tão poucas linhas quem realmente foi Waldemar Hubert, chamado carinhosamente de Carabina, mas podemos resumir com o seguinte versículo bíblico: ”Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé.” 2 Timóteo 4:7

Eu, Adi, gostaria de desafiar a você que está lendo essas linhas a não deixar pra amanhã o que se pode fazer hoje. Porque amanhã pode ser muito tarde, para você dizer que ama, para você dizer que perdoa e pedir perdão se for o caso.


O seu amor amanhã pode já ser inútil; o seu perdão amanhã pode já não ser preciso;
O seu carinho amanhã pode já não ser mais necessário; o seu abraço amanhã pode já não encontrar os braços da pessoa amada. Porque amanhã pode ser muito... muito tarde!
Não deixe para amanhã para dizer: Eu amo você!

Eu me arrependo de não ter dito mais vezes....

Sempre pedi a Deus um amor para a vida toda. Ele me enviou você e assim sei que o nosso amor será eterno.

O que me dá esperança é que vamos nos reencontrar um dia e, então estaremos para sempre juntos e não haverá mais adeus.

Carabina alcançou a idade de 57 anos 10 meses e 20 dias, veio a óbito devido um infarto fulminante, na manhã de 29 de agosto de 2020.

Adi Janzen Hubert

Noticiamos o falecimento de Haroldo Arendt, 59 anos, Curitiba, hoje, 15/08, em virtude de traumatismos decorrentes de um acidente doméstico nesta tarde em sua casa. 

Nossos pêsames à família enlutada!

Heidi Martens Wall, filha, conta:

Hoje (14/08), nossa querida mãezinha nos deixou. Após quase dois anos de luta contra o câncer, ela finalmente descansou. Esses últimos meses não foram fáceis pra ela. Muitas dores, lutas, e o tratamento não mais fazendo o efeito desejado . Após uma noite conturbada, internamos ela hoje de manhã e após duas horas elas simplesmente adormeceu. Agora eu sei que ela está lá no céu, ao lado do nosso Senhor e Salvador. Que não tem mais dores. E que cantará hinos de louvores a Deus com sua linda voz como sempre fez aqui. Ela era minha melhor amiga, minha confidente, conselheira... uma das pessoas mais íntegras que já conheci. Batalhadora. Sabia arrancar sorrisos dos outros como ninguém (principalmente com suas próprias gargalhadas). Sentiremos muito a sua falta

“Por isso nunca ficamos desanimados. Mesmo que o nosso corpo vá se gastando, o nosso espírito vai se renovando dia a dia. E essa pequena e passageira aflição que sofremos vai nos trazer uma glória enorme e eterna, muito maior do que o sofrimento. Porque nós não prestamos atenção nas coisas que se veem, mas nas que não se veem. Pois o que pode ser visto dura apenas uma pouco, mas o que não pode ser visto dura para sempre.” 2 Corintios 4:16-18

 

Histórico de vida de Greta Unruh Ekk

Falecida em 26/07/2020

 

Greta Ekk, nascida Unruh, nasceu em 25 de janeiro de 1942 em Witmarsum, Santa Catarina. Lá ela cresceu e viveu os seus primeiros anos de vida com seu pais David e Liese Unruh, e seus 7 irmãos, Franz, Anni, Maria, Lena, Peter, Hilda e Heinrich.

No ano de 1949, ela veio junto com seus pais e irmãos para Seival e mais tarde para Colônia Nova. Foram anos de muito trabalho.

No ano de 1963, ela casou-se com Kornelius Ekk. Eles tiveram 2 filhos: Rudi, que mora com sua família em Lapa - PR  e Valdo, que mora com sua família na Colônia Pioneira - RS.

No ano de 1998, faleceu muito inesperadamente seu marido. Isso trouxe uma série de mudanças na vida dela e fez também que no ano de 2015, ela se mudasse para a Colônia Pioneira para bem perto da casa de seu filho.

Enquanto morava na Colônia, permaneceu fielmente membro da Primeira Igreja Evangélica de Colônia  Nova. Depois passou a  participar na Igreja em Colônia Pioneira.

Sua vida foi marcada por muito trabalho, dedicação, lutas, doenças, tristezas e alegrias.

Amava a horta e as flores as quais cultivava com muito entusiasmo, dedicação e carinho. Alegrava-se sempre quando tinha algo da sua horta para dar à alguma amiga, familiares e conhecidos.

Tinha muito orgulho de seus netos e alegrava-se em contar o que cada um fazia e como os seus filhos evoluíam em seus empreendimentos.

Ela deixou seus dois filhos com suas famílias, 5 irmãos, sobrinhos, familiares mais distantes e muitos amigos.

Weitere Meldungen:

 

 

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Elisabeth Spenst Wieler, 22.07, Curitiba

Pr. Viktor Unger, 14/07, Curitiba.

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Ernst Janzen, Aceguá faleceu em 26 de maio

Helmuth Kienitz, SP, faleceu em 23 de maio 

Marga Klassen, Ctba faleceu em 12 de maio

Fany (Berg) Braun, Ctba faleceu em 02 de maio

Peter Heinrichs faleceu dia 05 de abril

Egon Abrahams, Ctba faleceu a 05 de abril

Francisco Goossen Filho, Ctba, faleceu no dia 1 de abril

Manfred Teichrieb, Ctba, faleceu final de março

Manfred Klassen, Ctba, faleceu dia 08 de março, após longo sofrimento, em consequência de câncer no pâncreas, com 71 anos de idade.

ALBERT NEUDORF, Ctba,  77 anos, em fevereiro

Erna Taléia Hübert Osório, Witmarsum, faleceu em 25 de fevereiro

Faleceu Paulo Winter (Igreja da Cruz Verde), Ctba, a 13/02 aos 86 anos.

In Witmarsum ist am 11.02. Udo Balzer, Witmarsum im Alter von 46 Jahren an Herzschlag gestorben. 

Agnes Winter ist am 7. Februar 2019, im Alter von 91 Jahren, gestorben.

Heinrich Philippsen starb in Witmarsum am 30. Januar. Er erreichte das Alter von 89 Jahren.

Am 22. Januar ist Albert Neudorf, Ctba (77 Jahre alt) gestorben. 

ANNA BRAUN BECKER, Curitiba, 07.01.2019

Gerhard Janzen, Ctba starb am 19. Januar 2019, im Alter von 90 Jahren    Bilder und Lebenslauf  HIER

Eduard Braun, der Bruder von Anna Braun, starb am Tag darauf nach dem Tod seiner Schwester Anna, am 8. Januar, in Abbotsford, Kanada. Im März würde er 80 Jahre alt werden.

Gestorben ist Helena (Lola) Friesen Harms (Fritz Harms)aus Kanada mit 82 Jahren. Sie ist die Schwester von Kathie Tissen, Borig Friesen, Colha Friesen (Canadá ), Anni Friesen Froese(Canadá,  Nina Friesen und +Petja Friesen Deutschland ).

Marcelo Ribeiro - marido de Jessica Lay (filha do Pr. Roberto Lay), faleceu no dia 13 de janeiro, após um aneurisma cerebral, AVC e duas cirurgias.

Wilma Hein (Schwester von Irene Krüger), diesen Freitag, den 17. Januar, im Alter von 73 Jahren.

Vera Rempel Kroeker starb am 9. Dezember im Alter von 84 Jahren.